PADRE SÉRGIO MAYKOT

Pe. Sérgio Maykot

UM PADRE A SERVIÇO DOS MENORES

Sérgio Maykot nasceu no Estreito, Florianópolis em 1º de maio de 1948, filho dos descendentes de poloneses André Maykot e de Olga Podiacki Maykot, originários de Pinheiral, Nova Trento. Seu pai abriu no Estreito conhecida loja de ferragens, cujo lucro reverteu na formação dos filhos e na aquisição de numerosos lotes de terra. Foi um empresário bem sucedido.

Sérgio ingressou no Seminário de Azambuja com 10 anos de idade, ali se distinguindo pela simplicidade, lealdade com os amigos, dons musicais de cantor e violinista, organizador de saraus literários. Desempenhou a contento a função de Mestre de Cerimônias nos Pontificais e Missas gregorianas. Provindo de família de posses, não fazia exigências, tudo o deixava satisfeito. Aprendeu a escrever bem, com estilo e bom humor.

Seguindo para Curitiba em 1967, ali cursou filosofia e teologia. Foi o difícil tempo das adaptações ao espírito do Concílio Vaticano II encerrado em 1965: tudo parecia ser provisório e ter de ser mudado: os manuais, a vida interna do Seminário, o enfoque pastoral, a imagem do padre e da autoridade. Sentindo o peso da dúvida, por dois anos Sérgio residiu com sua irmã Míria num apartamento, mas continuando a formação sacerdotal. Sua dúvida não era ser ou não ser padre, mas como sê-lo. Foi a angústia vivida por tantos de seus colegas, e pelo episcopado catarinense que não via com muita confiança a seriedade desses estágios. Achavam os bispos que era um caminho sutil para cair fora….

Com as dificuldades superadas positivamente, Sérgio foi ordenado presbítero na igreja de Fátima, no Estreito, em 1º de fevereiro de 1973. Permaneceu um ano em Curitiba a fim de concluir estudos de Filosofia na Universidade Federal.

O início apostólico – dedicação e amor aos pequenos

Em 15 de janeiro de 1974 foi vigário paroquial de Tijucas, trabalhando com Mons. Augusto Zucco, à época chamado de “domador” de padres novos. Controlava os horários de saída e chegada do padre, com quem andava, o que fazia, quantos confessara…. Era seu estilo de viver o zelo pelo clero, um zelo inquestionável. Pe. Sérgio não tinha dificuldade de submeter-se com bom humor a esse controle.

Em sete de janeiro de 1976 foi provisionado pároco do Divino Espírito Santo, em Camboriú, desenvolvendo ótimo trabalho junto aos jovens e, especialmente, às crianças. Sua memória é ali recordada no “Jardim de Infância Padre Sérgio Maykot”.

Em 10 de janeiro de 1980, para surpresa de muitos, recebeu o, à época, glorioso encargo de pároco do Santíssimo Sacramento de Itajaí. Nunca um padre ainda jovem recebera essa missão. Na sua humildade e desapego, Pe. Sérgio não viu nada de glorioso no trabalho, além de ter muito trabalho. Espírito agregador, procurou a cada sábado reunir os padres da cidade para uma conversa e preparação da homilia. Os frutos foram muito positivos.

Além de tudo o que fez, como ter acumulado as paróquias da Fazenda e Cordeiros por breve tempo, dois aspectos marcaram sua atividade apostólica. O primeiro, o cuidado com os meninos de rua. Procurou encaminhá-los num trabalho de recomposição humana com orientação psico-pedagógica e, diariamente, os recebia na casa paroquial para o banho e o lanche. Não faltava quem criticasse essa “profanação” do ambiente paroquial. Na verdade, Pe. Sérgio tinha necessidade vital de sentir-se pai, e o realizou com os mais pobres e abandonados.

O segundo, o imenso compromisso com os flagelados das terríveis enchentes de 1983 e 1984. O Centro paroquial tornou-se dormitório e cozinha onde centenas de flagelados podiam se sentir em casa. Encontrou ótima equipe para ajudá-lo, dia e noite. Com o apoio total do prefeito Arnaldo Schmitt encaminhou a construção das casas nos bairros Promorar I e II, selecionando e orientando as famílias que ali teriam nova casa.

Verdade também é que Pe. Sérgio, apesar da origem familiar, não era dotado de espírito administrativo, da “malícia” necessária na condução dos negócios. Além disso, como tinha garantido um pro labore da empresa paterna, não se empenhava tanto na organização financeira, e sua generosidade nem sempre era bem orientada.

Como a igreja matriz necessitasse de urgentes reformas em sua estrutura física, especialmente no teto e telhado, Pe. Sérgio não se julgou apto para tão urgente obra e solicitou transferência. Em fevereiro de 1986 foi nomeado pároco de São Francisco Xavier, Saco Grande, paróquia que abrangia todo o norte da Ilha de Santa Catarina e que hoje está dividida em três. Trabalhou com zelo e abnegação, sem deixar de ser enérgico diante de autoridades quase vitalícias que, há décadas, comandavam algumas comunidades. Substituiu-as, sem receio de críticas. Pe. Sérgio era um típico homem bonachão, sereno, mas, se fosse enfrentado, reagia à altura, assumindo atitudes que dele não se esperavam. Mas, nunca agiu por interesse pessoal, e isso é confortante.

Com os trabalhos paroquiais acumulou o de representante da Igreja Católica junto à 1ª. UCRE para assuntos de Educação religiosa escolar.

Pe. Sérgio nutria grande amor pela vida diocesana, usando de muita franqueza com o arcebispo Dom Afonso quando julgava que algo poderia ser diferente. O que de certo modo irritava Dom Afonso era a famosa “lista de transferências de padres” que fazia correr pelo mês de outubro, exatamente quando Dom Afonso preparava as mudanças. O arcebispo comentava que tinha padre querendo governar a arquidiocese…

Sempre ligado à fraternidade presbiteral, desde o início do ministério semanalmente reunia amigos padres em casa da família no Ribeirão da Ilha. Depois se pensou numa Associação de Presbíteros, com sede própria. Assim, em 1987 nasceu a APAZ – Associação Padre Augusto Zucco – com sede em Barreiros, São José, da qual sempre foi entusiasta incentivador.

Estudante de psicologia em Roma

Desde padre jovem, Pe. Sérgio nutria dois sonhos: estudar psicologia e trabalhar no Seminário. Um sonho que era um: trabalhar na formação presbiteral. Dom Afonso Niehues permanecia reticente ao ouvir essa conversa: achava que Pe. Sérgio era pouco enérgico e não teria muita autoridade como formador. Enfim, cedeu e em 13 de fevereiro de 1992 Pe. Sérgio foi para Roma, cursar Psicologia na Pontifícia Universidade Salesiana. Hospedado n o Pontifício Colégio Pio Brasileiro, reviveu com carinho e compromisso os velhos tempos de Seminário.

Para quem o conhecia mais de perto, o curso que lhe seria mais indicado seria o de História da Igreja. Pe. Sérgio era amigo dos livros de história, dos acontecimentos da vida eclesial e civil. Tinha guardado tudo de sua vida, desde o primeiro caderno e boletim escolar (cogitava alugar uma kitinete para guardar o acervo pessoal) até um Diário pessoal no qual escreveu desde do primeiro dia de Seminário. Gostava de adquirir revistas que tratassem desses temas e era ótimo contador de histórias. Talvez não tenha enveredado por esse caminho pelo fato de não ser muito dado a métodos de pesquisa de maior exigência. Era prático.

Para surpresa geral, em 1994 adoeceu: diverticulite. Internado às pressas, passou por delicada cirurgia. Ainda internado, uma infecção invadiu seu organismo e os médicos italianos não conseguiram dominá-la. Extremamente enfraquecido, por decisão da família retornou ao Brasil. Mal conseguia falar e temia-se o pior. Transportado para o Sírio-libanês de São Paulo, logo se descobriu a causa da infecção: um fiapo de algodão esquecido na cirurgia romana… Para alegria de todos, estava curado. A experiência da doença, a vizinhança do espectro da morte mudaram bastante seu modo de ser: tornou-se mais introspectivo, intransigente e menos criativo.

Enquanto aguardava o retorno à Itália e recuperava as forças, em 13 de fevereiro de 1995 assumiu como pároco de Itapema, lá sendo muito bem recebido e, no ano seguinte, retomou os estudos de Psicologia.

Na Semana Santa de 1998 estava de volta ao Brasil. Em 27 de março assumiu como vigário paroquial da Catedral e como pároco em fevereiro de 1999. Simultaneamente passou a lecionar no ITESC e tinha uma grande agenda de atendimentos na linha de psicologia. Pe. Sérgio tinha dificuldades em trabalhar com equipes de pessoas adultas e de opinião madura. Sem se dar conta, ele tratava as pessoas como se fossem adolescentes, ou de pai para filho. Isso significava privar-se de forças vivas na pastoral e optar por leigos mais submissos. O mesmo problema acontecia no relacionamento com os padres: não era soberba nem autoritarismo, mas uma real dificuldade de dialogar em pé de igualdade. Essa limitação não diminui os méritos de sua organização e dedicação pastorais.

Os últimos anos de uma breve existência

Finalmente, em 22 de junho de 2001 saiu a provisão tão desejada: formador dos estudantes de Filosofia no Seminário Edith Stein, em Barreiros. Sempre desejara exercer esse ministério e agora, com a preparação pelos estudos de Psicologia, poderia viver essa experiência.

A bem da verdade, sentiu-se frustrado, pois os formadores nos níveis de Seminário Menor e de Teologia seguiam outros processos formativos. Pe. Sérgio achava que deveria haver um único caminho, o dele, que julgava mais adaptado às modernas vivências dos jovens. Em segundo lugar, sua inabalável fé na bondade humana, sempre passível de recuperação. Essa confiança o acompanhou por toda a vida e muitas vezes foi entendida como facilitação, o que estava muito longe de representar suas convicções.

No desencanto de seminaristas que o enganaram – uma turma esperou o final do ano para comunicar-lhe que todos tinham desistido – pediu para retornar ao ministério paroquial e em nove de dezembro de 2003 foi provisionado pároco de Nossa Senhora Aparecida, Procasa, São José. Humilde e pobre paróquia, mas onde viveu a consagração pastoral com muita alegria. Nesse tempo foi também Coordenador da Comissão Preparatória do Centenário da Diocese de Florianópolis (1908-2008), cuja grande celebração foi a trágica enchente de novembro/dezembro de 2008.

Sempre disponível, em 1º de fevereiro de 2009 assumiu como pároco de São José, sendo recebido com alegria por aquele povo. Seus primeiros passos de reunir e escutar as lideranças despertaram forte esperança.

Ninguém conhece os caminhos de Deus, ninguém poderia imaginar que a morte já tinha iniciado seu processo. E assim, para espanto geral, em seis de março, falece repentinamente vítima de infarto ao retornar de consulta médica e entrar na casa paroquial.

Todos choraram essa vida precocemente ceifada. Doía o coração ver as crianças – as sempre amadas crianças – depositando flores em sua urna funerária. Padres e povo choravam a perda de um amigo, uma presença sempre forte e exemplar. No dia seguinte, sábado à tarde, após comovente Missa exequial, seu corpo foi depositado no cemitério de Coqueiros, onde descansa junto a seus pais.

Escrever essas linhas foi uma necessidade para mim, que privei de sua amizade por 49 anos. Foi graça fecunda tê-lo como amigo no Seminário e companheiro de ministério.

  1. #1 por Edison d´Ávila em 4 de março de 2010 - 20:10

    Li com enorme emoção este elegante texto do historiador Pe. José Artulino Besen acerca da vida e obra pastoral do saudoso Pe. Sérgio Maykot. Não há como não se emocionar com um relato tão fraterno, humano e vívido, de quem lhe foi amigo por tantos anos. Também eu convivi alguns anos como paroquiano de Pe. Sérgio, na Paróquia do SS. Sacramento de Itajaí, e me fiz seu amigo e admirador. Faz muito bem Pe. José em recordar-lhe a biografia e homenagear a sua memória.

  2. #2 por David Alves dos Santos em 27 de maio de 2010 - 11:47

    Li este taxto e me recordei minha infância. Fui coroinha do Pe. Sárgio quando exerceu a função de pároco na paróquia de São Francisco Xavier, no Saco Grande (Florianópolis). Voltei a revê-lo há pouco tempo, na paróquia da Procasa.
    Saudades desta pessoa maravilhosa…

  3. #3 por Rogério Stolarczek em 11 de junho de 2010 - 15:41

    Por um acaso muito especial resolvi digitar o nome de Sérgio Maykot e deparo-me com sua morte há algum tempo. Fiquei perplexo e lamento profundamente que a vida nos leve a caminhos e a esquecimentos de pessoas com quem convivi muito pouco, mas pelo pouco do convívio são muito especiais. Com certeza, o Sérgio deve estar em franco diálogo com meu Pai Estanislau Stolarczek com quem tinha laços de amizade e fraternidade. Aos nossos parentes, que também são do Sérgio, minhas condolências profundas e meu pedido de perdão pelo tempo sem comunicação. Este é o preço pela vida moderna, pela correria, pelas loucuras do dia a dia, para nem pararmos uma vez sequer para conversar com alguém, seja ele especial ou não. Deus te abençoe Sérgio e te conserve junto dele, isto eu tenho certeza pelo que voce foi e, com certeza, continua sendo.
    Abraços. Rogério Stolarczek

  4. #4 por maria Pereira da rosa em 22 de dezembro de 2010 - 08:43

    Padre José, eu sou da paróquia Nossa Senhora Aparecida. Eu já tinha chorado muito, mas ao ler esta suas lindas palavras sobre este amigo confidente e envagelizador ,Padre Sergio, li tudo chorando novamente. A sua indicação para nossa paróquia é uma benção de Deus, por estes conhecimentos de um grande amigo como foi o Padre Sergio para nós, e seja bem-vindo a esta comunidade. Maria Pereira da Rosa

  5. #5 por Pe. Marcelo Telles em 30 de dezembro de 2010 - 10:21

    Pe. José, ao ler estas palavras sobre o Padre Sérgio Maycot, fez vir à tona da minha memória aquele padre amigo, presente em vários momentos de minha vida pessoal: professor na Teologia, companheiro no sacerdócio e compartilhava enquanto formador suas buscas e ajuda com campanhas para manutenção dos seminaristas, depois ter o compromisso de apoiado nele assumir e dar continuidade na Paróquia da Procasa. E, sempre que solicitei estava aberto ao diálogo e dicas (orientações). E, uma coisa me impressionou no ano que foi ordenado, eu vinha ao mundo. Deus tem seus planos…
    O rico do relacionamento humano é que cada pessoa relatar suas histórias com o semelhante. E, com certeza o senhor por ter vivido tanto tempo com Pe. Sérgio, o fez com propriedade. Abraço

  6. #6 por Ana Maria em 27 de fevereiro de 2011 - 15:21

    Pe. José, não há como lembrar do Pe. Sérgio e não ficar emocionada. Pessoa simples, amiga, bastava estar perto dele, mesmo sem trocar uma palavra, para sentir uma PAZ interior. Choramos e ainda lembramos com muito carinho dele, por todos os ensinamentos e gestos de afeto que nos deu… Ainda não nos conhecemos, mas gostaria de lhe dar as boas vindas a nossa Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

  7. #7 por Andre Luis Wolf de Oliveira em 3 de março de 2011 - 01:00

    Pe. Bensen, amigo dos tempos do Seminario Menor, com pesar leio esta noticia e muito triste fiquei pela morte do Pe. Sergio, que me encaminhou, em 1982, a adentrar as portas do seminario, um homem integro e justo, que descance em paz.

    Termino esta breve resposta em lagrimas, forca.

  8. #8 por Petter em 14 de setembro de 2012 - 12:54

    Gente, preciso, com muita urgência, da ajuda e atenção de todos. O padre Sérgio Maikot era amigo de infância de minha mãe que se chama Celina. Infelizmente, ela teve de ir embora para Santos-SP, com sua mãe dona Águida, porém durante 40 anos sentindo saudade e uma vontande imensa de revê-lo. Eu, como filho, sempre busquei na Internet alguma informação para possibilitar o reencontro dos dois. Entretanto, nestes dias, conseguí uma matéria que deíxou minha mãe feliz da vida. Tinham que ver a expressão no olhar dela, e me senti a um passo de completar a missão. Ao fim da matéria, porém, todo sonho e brilho do olhar dela se transformaram em lágrimas e hoje já não é mais a mesma. Eu, com o peso de tanto querer ajudar, acabei piorando. Gostaria tanto que ela revisse a Miriam, irmã do Sérgio Maikot, quem sabe assim amenize sua dor! Me ajudem!

    • #9 por Pe. José Artulino Besen em 14 de setembro de 2012 - 15:20

      Petter,
      tive 50 anos de vida fraterna com Pe. Sérgio. Sua morte foi dor para mim e para nós, padres de Florianópolis. A alegria e dor de sua mãe também são parte de nossa vida.
      Com relação à Míriam, irmã do Pe. Sérgio, há anos se encontra junto de Deus.

  9. #10 por Angeluce maikot em 16 de agosto de 2015 - 13:23

    Foi surpreendente conhecer um primo de meu pai, com uma alma iluminda como a de padre Sérgio. Ainda mais pela internet.

  10. #11 por Nicácio Tiago Machado em 28 de dezembro de 2015 - 03:06

    Besen, li seu belo e comovente texto. Ao ler, não sabia que o final seria desse modo, porquanto não sabia de sua morte. Para mim, ele estava vivo. Estudei com ele no Seminário de Azambuja e, embora não fosse da mesma turma dele, a gente conversava muito e, não raro, estávamos nas mesmas rodas de conversa nos recreios, aliás, “jogávamos” no mesmo time de futebol. Como não gostávamos muito de jogo, quando a bola rolava morro abaixo, aproveitávamos para falar de literatura e assuntos similares. Lamentável!

  11. #12 por Jorge Mass em 29 de maio de 2016 - 17:25

    Não posso de deixar de dar o meu depoimento aqui: A maior alegria da minha vida foi quando conheci o Pe. Sérgio no orfanato.Foi quando pela intervenção da irmã Arnalda apresentou-me ao Pe. Sérgio. Foi quando tudo mudou em minha vida. Se sou quem sou devo tudo a ele. E minha maior dor foi quando Deus o chamou. Só tenho uma coisa a dizer: OBRIGADO!

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