3. A paternidade de Deus

Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino (Mt 6,9-10). Com justiça o Senhor logo ensina aos que dele se aproximam a começar pela teologia e, em certo sentido, faz com que conheçam a Causa pela qual criou os seres, pois ele é por essência aquele que é a causa dos seres. As palavras da oração mostram o Pai, o nome do Pai e o reino do Pai, para que desde o início aprendamos a venerar, invocar e adorar a uma Trindade.

Nome de Deus e Pai é o Filho unigênito, existente na sua substância. E reino de Deus e Pai é o Espírito Santo, existente na sua substância; aqui, de fato, Mateus fala de Reino, mas em outra parte um outro evangelista o chamou de Espírito Santo, dizendo: “Venha o teu Santo Espírito e nos purifique” (variante de Lc 11,2). O Pai não adquiriu esse nome sucessivamente e também não entendemos esse reino como uma dignidade considerada sucessiva a ele.

Não teve, de fato, um princípio para começar a ser pai ou rei, mas sempre e desde sempre é pai e rei, e desde sempre o Filho e o Espírito Santo subsistem essencialmente junto com o Pai… Portanto, começando essa oração, somos levados a venerar a Trindade consubstancial e supra-substancial, como causa criadora de nosso nascimento; aprendemos a proclamar a graça da adoção filial para que de fato sejamos dignos de chamar Pai por graça aquele que é nosso criador por natureza.

E, cheios de respeito pelo título de nosso genitor por graça, consagramos todo o nosso empenho a mostrar na vida os caracteres daquele que nos gerou, santificando o seu nome na terra e imitando o Pai, com as obras mostrando-nos filhos e engrandecendo com o que pensamos e fazemos o Filho natural do Pai, que é autor de tal filiação.

Máximo o Confessor,
O Pai nosso

Tu és e és chamado de Pai de todos? Mas tu estás inefavelmente acima de toda paternidade, por causa, poder, providência, conselho, longanimidade e paciência.

És chamado de rei? A tua realeza, porém, não se limita ao tempo presente, ainda menos ao futuro e de modo algum ao passado. E então, de que modo assim és chamado? De um modo extraordinário, absoluto, simples, porque o teu Reino é o reino de todos os séculos, igualmente para o presente, o passado e o futuro, e a tua soberania se estende de geração em geração (Sl 144,13).

Calixto Catafugiota,
A união divina 71

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