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Lisa Cremaschi, monja de Bose (Itália)

Santo Antônio, o Grande e Feodosy

   
Abbá Filêmon – é conhecido apenas pelo Discurso inserido na Filocalia; dele se conclui que foi monge e que viveu no Egito provavelmente no século VI.
Antônio o Grande (250-356 ca.) – também conhecido como Santo Antão; Após vida solitária na periferia de seu povoado, retirou-se no deserto egipciano para viver vida monástica. Em seguida, chegaram numerosos discípulos. A Vida de Antônio, escrita por Santo Atanásio pouco depois de sua morte, exerceu enorme influência no Ocidente e no Oriente. Além das diversas coleções de Apotegmas, são-lhe atribuídas sete cartas.
Calixto Catafugiota – ver Calixto Telecoudes.
Calixto e Inácio Xantopoulos (século XIV) – eram monges no mosteiro de Xantopoule. Calixto foi eleito Patriarca de Constantinopla em 1.397, morrendo apenas três meses depois.
Calixto Patriarca – ver Calixto Telocoudes.
Calixto Telocoudes (segunda metade do século XIV) – Telocoudes é corruptela de Angelicoudes; o monge Calixto Angelicoudes, conhecido também como o Meleniceuta, é autor de um corpus ascético e de um escrito contra Santo Tomás de Aquino. Os três Calixtos da Filocalia são um único personagem.
Cassiano o Romano (360-435 ca.) – De origem ocidental realizou, com seu amigo Germano, uma longa viagem ao Oriente para conhecer a vida monástica. Transcorreu dois anos na Palestina, viveu por longo tempo entre os monges do deserto egipciano; constrangido a fugir do Egito, acusado de origenismo, foi para Constantinopla, onde foi ordenado diácono por São João Crisóstomo. Em Roma, recebeu a ordenação presbiteral; estabelecido em Marselha, fundou dois mosteiros. Nas Instituições e nas Conferências buscou traduzir para o Ocidente a tradição monástica do Oriente.
Diádoco de Foticéia (400-473 ca.) – foi bispo de Foticéia, no Epiro, no tempo do Concílio de Calcedônia. Sua doutrina espiritual se inspira na de Evágrio, de Orígenes e de Basílio. Além do Discurso ascético, possuímos de Diádoco o Discurso sobre a Ascensão e a Visão.
Elias Presbítero (talvez do século XII) – pouco sabemos desse autor; foi padre, juiz eclesiástico e monge. Os textos editados pela Filocalia foram, erroneamente, atribuídos a Máximo o Confessor e publicados sob o nome dele.
Evágrio Pôntico, ou Evágrio Monge – nascido no Ponto em 345 ca., conheceu Basílio e Gregório de Nazianzo. Em Jerusalém, onde se estabeleceu para fugir da sedução da vida mundana, aconselhado por Melânia a Anciã, decidiu fazer-se monge. Partiu para o Egito e, depois de dois anos no deserto de Nitria, transferiu-se às Celas, onde morreu em 399. Evágrio esteve envolvido na condenação de Orígenes; por essa razão muitos de seus escritos não chegaram a nós no original grego, mas em tradução siríaca, e alguns foram transmitidos sob outro nome; é o caso, por exemplo, do tratado A oração, também editado na Filocalia sob o nome de Nilo.
Filoteu o Sinaíta – foi higúmeno no mosteiro da Sarça ardente, no Sinai, pelo século XII. Também são seus Os mandamentos de nosso Senhor Jesus Cristo, pela Patrologia grega atribuídos ao Patriarca de Constantinopla Filoteu, que foi higúmeno no mosteiro do Sinai no século XIV.
Gregório Pálamas (1296-1359) – aos vinte anos tornou-se monge no Montes Athos; ordenado padre em Tessalônica, por alguns anos viveu como eremita. Retornando ao Monte Athos foi nomeado higúmeno da Grande Laura. Defendeu a prática exicasta dos monges athonitas frente às críticas de Barlaam, um filósofo humanista calabrês; dessa controvérsia nasceram as Tríades pela defesa dos santos exicastas e o Tomo aguiorítico, subscrito pelos monges do Monte Athos. Em seguida a outras disputas teológicas misturadas a conflitos de ordem política, Gregório foi preso e excomungado; posto em liberdade e reabilitado, foi consagrado bispo de Tessalônica em 1347. O concílio de 1351 elevou a dogma sua doutrina. Do período episcopal nos restam suas Homilias. Pelo final da vida, no decorrer de uma viagem, foi feito prisioneiro dos turcos e ficou em suas mãos por um ano. Morreu em 1359 e foi canonizado em 1368.
Gregório o Sinaíta (1255-1346) – foi monge no Chipre, depois no Sinai, na Palestina e em Creta, onde foi iniciado à vida contemplativa. Transferindo-se ao Athos, difundiu entre os monges sua doutrina a respeito da vida contemplativa e da oração; obrigado a deixar o Athos devido às incursões turcas, estabeleceu-se em Tessalônica, depois em Constantinopla e, finalmente, na Macedônia, onde fundou três mosteiros.
Hesíquio Presbítero é o nome erroneamente atribuído a Hesíquio de Bastos; ele, como demonstra conhecer as obras de João Clímaco e de Máximo o Confessor, certamente viveu depois do século VII, talvez entre o VIII e o X.
Isaías Anacoreta, que deve ser identificado com Isaías de Gaza (+491), cuja biografia foi escrita por Zacarias o Escolástico. Monge em Skete, Isaías mudou-se para a Palestina; não aderiu ao Concílio de Calcedônia de 451.Os textos inseridos na Filocalia são extratos de seus Discursos.
João Carpácio – viveu, talvez, no século VII; foi monge e depois bispo na ilha de Cárpatos no Mar Egeu, entre Rodes e Creta.
João Damasceno (650 ca.-749) – proveniente de nobre família cristã, na juventude esteve a serviço do califa de Damasco; pelo ano de 715 tornou-se monge no mosteiro de Mar Saba, perto de Jerusalém. Com seus numerosos escritos interveio nas controvérsias de seu tempo e assumiu a defesa da veneração dos ícones. É duvidosa a atribuição ao Damasceno do escrito inserido na Filocalia.
Macário o Egípcio – sob o nome de Macário o Egípcio foram transmitidos numerosos escritos que a crítica atual atribui a Simeão de Mesopotâmia (século V), um dos expoentes messalianos condenados em Antioquia pelo ano 400. A Filocalia englobou uma paráfrase de uma coleção de discursos de Simeão, feita no século X.
Marcos Eugênico – é autor da anônima Interpretação.
Marcos o Asceta – também denominado o Monge ou o Eremita, é-nos conhecido apenas através de suas obras, das quais se pode deduzir que viveu entre o século V e o VI e que, provavelmente, foi monge e higúmeno.
Máximo o Confessor – nascido entre 579-580 na Palestina, ainda criança entrou no mosteiro de São Caritão. Em 614 fugiu da Palestina por causa da invasão persa e, uns dez anos depois, constrangido pelos acontecimentos a novamente partir, se refugiou na África e ali iniciou sua batalha em defesa das duas atividades (enérgheiai) e das duas vontades (thelémata), divina e humana, de Cristo, contra o monoenergismo e o monotelismo. De Roma, onde participou do Concílio lateranense de 649, foi a Constantinopla e ali foi preso e condenado ao exílio na Trácia. Submetido a novo processo em 662, foi condenado à mutilação da língua e da mão direita e, sucessivamente, ao exílio em Lazika, no Mar Negro, onde morreu no mesmo ano. Chegaram até nós uns noventa escritos seus de caráter teológico e espiritual.
Nicéforo Monge (século XIII) – de origem italiana e católica, fez-se monge no Monte Athos; sob Miguel VIII Paleólogo, favorável aos latinos, foi processado por causa de sua passagem à ortodoxia.
Nicetas Stétatos (século XI) – ainda muito jovem ingressou no mosteiro de Stúdios em Constantinopla, foi discípulo de Simeão o Novo Teólogo, de quem escreveu uma Vida. Provavelmente foi higúmeno. Em 1054 participou do encontro da delegação grega com os legados papais, que se concluiu com a recíproca excomunhão.
Nicodemos Aguiorita (1749-1809) – nascido na Ilha de Naxos, após os estudos na escola evangélica de Esmirna e breve retorno à pátria, atraído pela vida monástica, dirigiu-se ao Monte Athos, onde permaneceu quase que ininterruptamente até a morte, dividindo seu tempo entre a direção espiritual e uma intensa atividade literária.
Nilo o Asceta – autor de uma série de escritos exegéticos e espirituais e de numerosas cartas, provavelmente foi discípulo de São João Crisóstomo. A tradição colocou sob seu nome muitos outros escritos de diferentes autores, especialmente de Evágrio. Seu Tratado sobre a oração, inserido na Filocalia, pertence a Evágrio.
Pedro Damasceno – nada sabemos desse autor, a não ser que certamente viveu após Simeão Metafraste, por ele citado. Segundo algumas indicações, viveu entre os séculos XI e XII.
Simeão de Tessalônica (+ 1429) – dele sabemos somente que foi monge e, sucessivamente, bispo de Tessalônica. Seus numerosos escritos ocupam o volume 155 da Patrologia graeca.
Simeão o Novo Teólogo (949-1022) – aos 28 anos ingressou no mosteiro de Stúdios sob a guia de Simeão o Pio, mas depois transferiu-se ao mosteiro de São Mamas, onde se tornou presbítero e higúmeno. Processado devido ao culto solene que tributava a seu velho pai espiritual morto em 987, demitiu-se do cargo de higúmeno; condenado ao exílio, retirou-se a Scútari com um grupo de discípulos e ali permaneceu mesmo após a reabilitação. Deixou numerosos escritos. Os Capítulos práticos e teológicos inseridos na Filocalia não são todos de Simeão; os capítulos 119-126 são de um autor anônimo, enquanto que os 127-152 seriam obra de Simeão o Pio.
Talássio Líbico (século VII) – padre, higúmeno de um mosteiro da Líbia e amigo de Máximo o Confessor, a quem dedicou uma obra sua.
Teodoro, bispo de Edessa (+848) – monge no mosteiro de São Sabas na Palestina, tornou-se bispo de Edessa; viveu seus últimos anos em São Sabas. Dos dois textos da Filocalia atribuídos a Teodoro, o primeiro, Cem capítulos de grande utilidade para a alma, é uma seleção de textos de Evágrio e de Máximo o Confessor; o segundo, Sobre a contemplação, é um extrato de uma obra do século XIV-XV.
Teófanes Monge – nada sabemos desse autor.
Teognosto – não temos nenhuma notícia a seu respeito; pode-se apenas concluir que é posterior a João Damasceno, porque cita escritos dele.
Teolepto de Filadélfia (1250-1322 ca.) – diácono casado, deixou a mulher e se fez monge, talvez no Athos, onde foi discípulo de Nicéforo Monge. Opôs-se à política unionista de Miguel VIII, motivo pelo qual foi exilado. Reabilitado, tornou-se bispo de Filadélfia.
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