3. Não julgar, mas corrigir

Refletindo as coisas de Deus ficas repleto de espírito de fé, livre de inveja, bom, moderado, manso, generoso o quanto quiseres, sociável, conciliador e assim por diante. É esse o bem da alma que não pode ser desperdiçado: agradar a Deus mediante essas coisas, não julgar a ninguém, de nenhum afirmar: “Esse é malvado e pecou”, mas, antes, procurar os próprios males e observar o próprio comportamento para ver se é agradável a Deus. Que nos interessa se alguém é mau?

Antônio o Grande,
Exortações 86

Aquele que busca o perdão dos pecados ama a humildade. Quem condena o outro esconde os próprios males.

Marcos o Asceta,
A lei espiritual 126

Não desejes escutar falar das más ações dos outros. Tal desejo deixa em ti marcas dessas más ações.

Marcos o Asceta,
A lei espiritual 152

Não é necessário tremer, ficar assustado e atônito pelo fato de que Deus não julga ninguém, mas entregou todo julgamento ao Filho (cf. Jo 5,22). O Filho grita: Não julgueis, para não serdes julgados (Mt 7,1). Não condeneis para não serdes condenados (cf. Lc 6,37). E o Apóstolo, do mesmo modo: Não julgueis nada antes do tempo, até que venha o Senhor (1Cor 4,5), e: “Com o julgamento com que julgas o outro, condenas a ti mesmo” (cf. Rm 2,1). Os homens deixaram de chorar seus pecados e subtraíram o julgamento do Filho e, como se não fossem pecadores, se julgam e se condenam uns aos outros. O céu foi tomado de grande susto (Jr 2,12), e a terra estremeceu, mas eles não se envergonham de terem se tornado insensíveis.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 3,54

Não acolhas os pensamentos contra o próximo em ti semeados pelas suspeitas, pois são falsos, perniciosos e mentirosos. Saibas que por esse caminho os demônios tentam atirar no abismo da perdição as almas daqueles que já alcançaram progressos na virtude. Eles não podem atirar no abismo da perdição e do pecado nenhum daqueles que mantêm a luta [espiritual], se não os convencerem a acolher as suspeitas más que provêm do comportamento externo e das disposições interiores do próximo. Assim, levando-os a julgar e a pecar, fazem-nos condenar com o mundo segundo a santa palavra: Se julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados, mas se somos julgados é pelo Senhor que somos castigados para não sermos condenados junto com o mundo (1Cor 11,31-32).

Nicetas Stétatos,
Capítulos práticos 62

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