2. O amor pelo próximo

Feliz o monge que, depois de Deus, considera todos os homens como Deus.

Nilo o Asceta,
Discurso sobre a oração 121

Quem ama a Deus não pode não amar todo homem como a si mesmo, mesmo no esforço para suportar as paixões daqueles que ainda não estão purificados. Por isso se alegra com felicidade desmesurada e indizível para correção deles.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 1,13

Feliz o homem que pode amar todos os homens do mesmo modo.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 1,17

Quem ama a Deus ama também a seu próximo; ele não conserva seus bens para si mas os distribui como Deus o distribui, dando-os a cada um daqueles que têm necessidade.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 1,23

Se ser paciente e fazer o bem são sinais próprios da caridade, quem se irrita e faz o mal é estranho à caridade e quem é estranho à caridade é estranho a Deus, se é verdade que Deus é caridade (cf. 1Jo 4, 8.16).

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 1,38

Não digais, afirma o divino Jeremias, que sois templos do Senhor (cf. Jr 7,4) e tu, não digas: “Somente a fé em nosso Senhor Jesus Cristo pode salvar-me”. Isso é impossível se não adquirires também o amor por ele através das obras. Quanto ao simplesmente crer, também os demônios crêem e tremem (Tg 2,19).

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 1,39

Se todos os carismas do Espírito sem a caridade são inúteis a quem os possui, segundo o divino Apóstolo (cf. 1Cor 13, 1-3), quanto fervor devemos testemunhar para adquirir a caridade!

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 1,54

Ainda não possui a verdadeira caridade quem permanece influenciado pelos diferentes caracteres dos homens e, por exemplo, ama um e detesta o outro, ou então, ora ama, ora detesta a mesma pessoa pelas mesmas razões.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 1,70

Quem é perfeito na caridade, e quem alcançou o vértice da impassibilidade, ignora a diferença entre o próprio e o estranho, ou entre a própria e a estranha, entre o crente e o não crente, o escravo e o livre, o homem e a mulher. Mas, alçado mais alto, além da tirania das paixões e não mais vendo a não ser a única natureza dos homens, considera-os todos do mesmo modo e por todos nutre o mesmo sentimento. Nele, então, não há mais nem grego, nem hebreu, nem homem, nem mulher, nem escravo nem livre, mas, Cristo tudo em todos (cf. Gl 3,28 e Cl 3,11).

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 2,30

Se observas o mandamento do amor ao próximo, não demonstrarás a amargura da tristeza por nenhum homem; de outra forma é claro que, preferindo ao amor as coisas passageiras e defendendo os teus direitos, combates o irmão.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 3,15

Finalidade da divina providência é criar a unidade daqueles que foram divididos de modos diversos pelo mal, pois exatamente por isso sofreu o Salvador, para reconduzir à unidade os filhos de Deus dispersos (Jo 11,52). Quem, portanto, não suporta desgostos nem tolera os acontecimentos dolorosos nem resiste às aflições, caminha fora do amor divino e da finalidade da providência.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 4,17

Não desprezes o mandamento do amor, porque através dele tornar-te-ás filho de Deus; se o transgrides, serás tido como filho do diabo.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 4,20

O amor por Deus sempre aprecia dar asas ao coração para que voe rumo a Deus. O amor ao próximo dá disposição de sempre pensar bem dele.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 4,40

Aplica-te o quanto podes a amar todo homem. E se ainda não consegues, ao menos não odeies nenhum. Mas, mesmo isso não podes fazê-lo, se não desprezas as coisas do mundo.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 4,82

Nada vale tanto quanto um amigo fiel (Sir 6,15), pois esse considera as desgraças do amigo como suas, e suporta-as junto com ele, padecendo até à morte.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 4,93

Numerosos são os amigos no tempo em que tudo vai bem (cf. Pr 19,4); quando surgem as provações, com dificuldade encontrarás um só.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 4,94

Deus, querendo unir-nos uns aos outros na natureza e no conhecimento, e estimulando a isso, na sua bondade, todo o gênero humano, traçou-nos mandamentos salvíficos feitos por amor do homem. Assim, simplesmente deu-nos por lei ter misericórdia e recebê-la.

Máximo o Confessor,
Sobre a teologia 3,45

O coração que adquiriu o amor espiritual não pensa a respeito do próximo nada que não convenha à caridade.

Esconde a hipocrisia no fingimento da caridade aquele que com a boca abençoa e com o coração despreza (cf. Sl 61,5).

Quem adquiriu a caridade suporta sem perturbar-se as coisas dolorosas e pesadas que lhe chegam da parte dos inimigos.

Somente a caridade une a criatura a Deus, e uns aos outros na concórdia.

Adquiriu a verdadeira caridade aquele que não suporta nem as suspeitas nem as insinuações contra o próximo.

É precioso aos olhos de Deus e aos olhos dos homens quem nada faz que dissolva a caridade.

Talássio Líbico,
Sobre a caridade 1,2-7

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