1.3. O amor do dinheiro

A terceira luta é contra o espírito do amor pelo dinheiro … Esse mal, quando encontra morna a alma, privada de fé, no início da renúncia lhe sugere motivos justos e aparentemente razoáveis para se reservar algo daquilo que possui. Ele mostra ao espírito do monge uma longa velhice e a doença física, acrescentando que o que lhe é dado pelo mosteiro é insuficiente, não digo para o doente, mas para quem goza de boa saúde e que não se preocupa o quanto deve pelos doentes mas os abandona a tal ponto que, se não reservou dinheiro, morre como miserável. E, enfim, sugere que não se poderá permanecer muito tempo no mosteiro por causa do excesso dos trabalhos e da severidade do abade. E então, quando com esses pensamentos seduziu o espírito para que se reserve ao menos algum dinheiro, convence-o a aprender, com o desconhecimento do abade, um trabalho com o qual poderá aumentar a reserva de dinheiro colocada à parte. E com esperanças obscuras desvia o infeliz fazendo-o pensar num ganho proveniente de seu trabalho, no descanso, e na segurança que lhe traz. Entregue totalmente ao pensamento do ganho, o monge não toma consciência de tudo o que lhe é contrário, nem da loucura da ira que o apanhará, do mesmo modo como terá um prejuízo, nem das trevas da tristeza se for privado do ganho que esperava. Para ele o dinheiro toma o lugar de Deus, como para outros o ventre (cf. Fil 3,19). Assim o bem-aventurado Apóstolo, sabendo isso,denominou essa doença não somente raiz de todos os males (cf. 1Tm 6,10), mas também idolatria (cf. Col 3,5). Reflitamos, portanto, em que maldade essa doença joga o homem até atirá-lo na idolatria.

A terceira luta é contra o espírito do amor pelo dinheiro … Esse mal, quando encontra morna a alma, privada de fé, no início da renúncia lhe sugere motivos justos e aparentemente razoáveis para se reservar algo daquilo que possui. Ele mostra ao espírito do monge uma longa velhice e a doença física, acrescentando que o que lhe é dado pelo mosteiro é insuficiente, não digo para o doente, mas para quem goza de boa saúde e que não se preocupa o quanto deve pelos doentes mas os abandona a tal ponto que, se não reservou dinheiro, morre como miserável. E, enfim, sugere que não se poderá permanecer muito tempo no mosteiro por causa do excesso dos trabalhos e da severidade do abade. E então, quando com esses pensamentos seduziu o espírito para que se reserve ao menos algum dinheiro, convence-o a aprender, com o desconhecimento do abade, um trabalho com o qual poderá aumentar a reserva de dinheiro colocada à parte. E com esperanças obscuras desvia o infeliz fazendo-o pensar num ganho proveniente de seu trabalho, no descanso, e na segurança que lhe traz. Entregue totalmente ao pensamento do ganho, o monge não toma consciência de tudo o que lhe é contrário, nem da loucura da ira que o apanhará, do mesmo modo como terá um prejuízo, nem das trevas da tristeza se for privado do ganho que esperava. Para ele o dinheiro toma o lugar de Deus, como para outros o ventre (cf. Fil 3,19). Assim o bem-aventurado Apóstolo, sabendo isso,denominou essa doença não somente raiz de todos os males (cf. 1Tm 6,10), mas também idolatria (cf. Col 3,5). Reflitamos, portanto, em que maldade essa doença joga o homem até atirá-lo na idolatria.

Cassiano o Romano,
Ao bispo Castor, vol. I, pp. 66-67

Três são as causas do amor pelas riquezas: o amor pelo prazer, o orgulho e a falta de fé; entre elas, a mais terrível é a falta de fé.

O amante do prazer ama o dinheiro pelos prazeres que lhe oferece. O orgulhoso, para conquistar glória mas, quem não tem fé, para esconde-lo e conservá-lo, porque teme a fome, a velhice, a doença, o exílio. E confia mais no dinheiro do que em Deus, que é criador de todo o criado e provê até o último e o menor dos viventes.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 3,17-18

Nisso se revela a paixão do amor pelo dinheiro: no receber com alegria e no dar com tristeza. Quem é assim, não pode ser um bom administrador.

Máximo o Confessor,
Sobre a caridade 3,75

Se desejares ser amigo de Cristo, desprezarás o outro e o desejo dele, porque isso traz de volta os pensamentos de quem ama e o conduz ao dulcíssimo amor de Jesus que, segundo meu pensar, não se revela nas palavras, mas na prática de seus mandamentos (cf. 1Jo 3,18; Jo 14,15). Se desejares o ouro – ai de mim! – o ganharás sepultando-o, se deveras consideras um ganho e não uma perda extrema esse amor que preferes ao de Cristo. Saibas que dele serás privado e com essa perda perderás a Deus, teu verdadeiro capital. Sem ele, o caminho da salvação é impossível para os homens.

Nicetas Stethatos,
Capítulos naturais 56

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