17. CRISTO, DE TUDO SENHOR – CHRISTE CUNCTORUM DOMINATOR

Canto ambrosiano do século V
Tradução: Pe. José Artulino Besen

Cristo, de tudo Senhor, da vida doador
gerado da mente do altíssimo Pai
ouve bondoso o canto e a prece
dos que na humildade a ti se dirigem.

Contempla, ó Deus, de teu povo o fervor
que faz ressoar no Templo seu canto
querendo honrar a Igreja que exulta
a cada ano, celebrando sua festa.

Esta Casa surge, a ti dedicada
com rito próprio. Do altar o povo recebe
o Corpo consagrado e bebe a taça
do Sangue bem-aventurado.

Aqui as águas sacrossantas lavam as culpas
dos que erraram e absolvem das penas:
com a unção do crisma é gerada
dos cristãos a estirpe invencível.

Aqui a saúde é dada aos enfermos,
o socorro aos fracos e a luz aos cegos;
Aqui, ó Cristo, dissolves nossa culpa;
para longe é expulso o medo e a tristeza.

Aqui morre a garra feroz do demônio:
o monstro soberbo, pelo medo dominado,
abandona as vítimas que tinha aprisionadas
e foge veloz para o abismo profundo.

Esse é o lugar realmente chamado
Corte do celeste Rei e porta rutilante do céu,
Essa Casa acolhe a todos
que procuram a pátria da vida.

Nenhum turbilhão a abala,
não a abate o impetuoso vento;
nela não penetram tempestades,
tem pavor dessa casa o Tártaro tenebroso.

Por isso pedimos a cada ano:
atende bondoso nossas súplicas;
protege teus servos com grande amor
as alegrias de teu templo celebram.

Nenhuma tempestade perturbe nossa vida:
felizes decorram os dias e calmas as noites,
nenhum de nós seja atingido pelo fogo
quando o mundo perecer.

Contemplando esse Tempo a ti consagrado
derrama sobre nós a alegria sem fim.
Permaneça sólido para nosso culto
num longo espaço de tempo.

Ressoe o louvor ao Pai supremo do céu
seja doce o canto ao Nascido do Pai
o mesmo hino igualmente cantamos
ao Espírito Santo por todo o tempo. Amém.

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