13. A intercessão

Quem reza pelos homens que lhe fazem mal abate demônios; quem se opõe aos primeiros, é ferido pelos segundos.

Marcos o Asceta,
A lei espiritual 45

É melhor rezar com devoção pelo próximo do que reprová-lo a cada pecado.

Marcos o Asceta,
A lei espiritual 132

Fala-se: A súplica do justo pode muito se é operante (Tg 5,16); entendo-a como operante de dois modos. Segundo o primeiro modo, quando aquele que vem a Deus lhe oferece essa oração juntamente com as obras requeridas pelo mandamento, de forma que a oração somente de palavras e de um som vazio de voz não seja inútil e inconsistente, mas seja operante e viva, animada pelo cumprimento dos mandamentos. O que dá consistência à oração e à súplica é o cumprimento dos mandamentos através das virtudes. Graças a ele, a súplica do justo é forte e tudo pode, porque opera através dos mandamentos.

O outro modo acontece quando, quem pede a oração do justo, realiza as obras exigidas pela oração, primeiro de tudo corrigindo a própria vida e tornando eficaz a súplica do justo fortalecida graças a seu bom comportamento.

Máximo o Confessor,
Sobre a teologia 5,80

Não serve para nada a súplica do justo se aquele que dela tem necessidade sente mais prazer nos pecados do que nas virtudes. Também o grande Samuel, num tempo, quando fazia luto por Saul que tinha pecado, não conseguiu aplacar Deus porque não recebeu o socorro da devida correção de quem tinha pecado. Por isso Deus, fazendo seu servo interromper esse luto sem sentido, lhe disse: Até quando farás luto por Saul? Eu o rejeitei para que não reine sobre Israel (1Sm 16,1).

Máximo o Confessor,
Sobre a teologia 5,81

É verdadeiramente grande tolice, para não dizer loucura, buscar salvação mediante a oração dos justos e, no entanto, entregar-se aos prazeres e pedir seu perdão pelas coisas de que na realidade se gloria. Não se deve pedir a oração do justo para torná-la vazia e inerte, se verdadeiramente não se odeia o que é mau, mas sim, torná-la operante e forte, dando-lhe as asas das virtudes e colocá-la em condição de alcançar aquele que pode dar o perdão de suas culpas.

Máximo o Confessor,
Sobre a teologia 5,83

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