13. Ó DULCÍSSIMO BEIJO

Gertrude de Helfta (1220-1291)
Exercitium divini amoris
Tradução: Pe. José Artulino Besen

Ó amor,
tu és, na santa Trindade,
o dulcíssimo beijo que une intimamente
o Pai ao Filho.
És tu o beijo da salvação
que a majestade divina imprimiu
mediante o Filho, em nossa humanidade.

Ó dulcíssimo beijo,
permite que este pequenino grão de poeira
não seja ignorado entre teus amigos:
que eu não seja privada de teus toques e abraços,
até tornar-me um só espírito com Deus.
Faz-me realmente experimentar como é delicioso
a ti abraçar, ó Deus vivente,
amor meu dulcíssimo, morando em ti,
e a ti estando unida.

Ó Deus amor,
tu és o que de mais precioso eu posso ter;
fora de ti, tanto no céu como na terra,
eu não espero nada, nada quero
e nada ocupa meus pensamentos.
Tu és a minha verdadeira herança e minha expectativa,
rumo a ti eu caminho,
em ti quero encontrar o meu fim.

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