PADRE HUBERTO ROHDEN – UM LONGO CAMINHO

Padre Huberto Rohden, em 1920, por ocasião de sua ordenação sacerdotal.

Padre Huberto Rohden, em 1920, por ocasião de sua ordenação sacerdotal.

Filho de João Rohden e de Ana Locks, Huberto nasceu em São Ludgero em 31 de dezembro de 1893. Sentindo o chamado ao sacerdócio, iniciou os estudos em São Ludgero, no seminário fundado na própria casa paroquial pelo Pe. João Batista Kloecker, com o apoio de Pe. Frederico Tombrock. Depois, seguiu para o Rio Grande do Sul, em Pareci Novo, onde continuou o caminho escolar nos seminários dos padres jesuítas.

Retornou a Santa Catarina em fins de 1919, quando foi ordenado padre em 1º de janeiro de 1920, em cerimônia realizada na Catedral de Florianópolis. Na mesma oportunidade foram ordenados Jaime de Barros Câmara, futuramente bispo de Mossoró, arcebispo de Belém, Cardeal do Rio de Janeiro, e José Locks, depois Monsenhor. Três personalidades fortes e de sensibilidade religiosa quase contraditória e que durante a vida se encontraram em situações de conflito.

Pe. Huberto Rohden era tio de dois outros eclesiásticos de grande envergadura: Dom Afonso Niehues, que foi o segundo arcebispo de Florianópolis (e com quem partilhava semelhança física) e Mons. Huberto Brüning, missionário em Mossoró por uma vida.

Em 5 de janeiro de 1920 foi nomeado vigário paroquial da Catedral de Florianópolis e vigário encarregado da Santíssima Trindade, um trabalho de muito cansaço e privação através das comunidades pobres da Ilha de SC. O trabalho excessivo prejudicou-lhe a saúde e em 1921 foi provisionado vigário paroquial de Braço do Norte e, em 1922, pároco da Laguna.

Aluno de jesuítas, amante dos estudos, Pe. Huberto percebeu que sua vocação não era a pastoral direta com o povo, mas a vida acadêmica. Obtendo licença de Dom Joaquim Domingues de Oliveira, seu bispo diocesano, foi recebido na Companhia de Jesus e em 1924 ingressou no Noviciado dos Jesuítas em Pareci Novo, RS.

Na condição ainda de noviço, foi enviado, já em abril de 1924, para a Europa, onde esteve em diferentes casas da Companhia de Jesus, complementando seus estudos e obtendo o título de Doutor em Filosofia. Primeiramente, estudou em Innsbruck (Áustria) no segundo ano do seu noviciado. Em outubro de 1926, seguiu para o Colégio de Valkenburg (Holanda), mas, não se adaptando ao clima, em fevereiro de 1927 dirigiu-se a Nápoles (Itália), sempre freqüentando estudos filosóficos.

Em 1928, retornou ao Rio Grande do Sul. Como jesuíta ainda não professo, Pe. Huberto Rohden trabalhou de1928 a1930 na paróquia de Santa Cruz do Sul, atendendo à população lusa, porquanto os demais jesuítas daquela paróquia, por serem estrangeiros, atendiam às áreas germânicas.  De1930 a 1931 ficou recolhido ao Terciado de Pareci Novo (etapa final da formação jesuítica) e ali decidiu não integrar‑se definitivamente à Ordem. Sua formação em meios tão diversificados não poderia ter favorecido a estabilidade que se pede de um jesuíta.

Em 15 de maio de 1931, retornou à arquidiocese de Florianópolis, sendo nomeado vigário paroquial de Urussanga e encarregado de Cocal, pequena colônia de polacos. Com a grande bagagem intelectual já adquirida, sentiu-se desvalorizado. Esse era, porém, o costume de Dom Joaquim: não era humilhar, mas provar a obediência para depois promover. Pe. Rohden não suportou isso, queria ensinar e aprender, sempre mais.

Em 14 de novembro de 1931 recebeu Cartas Demissórias para deixar a arquidiocese de Florianópolis e ir para a diocese gaúcha de Santa Maria. Ali foi nomeado Inspetor das escolas ferroviárias, com centro em Santa Maria.

A Liga da Boa Imprensa

Numa época de poucas obras literárias católicas ao alcance do povo, Pe. Rohden teve o apoio firme e amigo do Cardeal Dom Sebastião Leme, do Rio de Janeiro e empenhou-se na Cruzada da Boa Imprensa (iniciada anos antes por Frei Pedro Sinzig): lançar, a preços acessíveis, obras de formação católica. O sucesso foi imenso e sua pessoa conheceu fama rápida no cenário nacional como dinâmico executor desse plano. Viajou por todos os Estados brasileiros, praticamente todas as dioceses, estabelecendo centros para a Cruzada. O apoio do episcopado foi entusiasta e generoso. Tem início agora um novo tempo na trajetória de Pe. Huberto Rohden, em que atuará de1931 a 1945. Seu nome ficou sinônimo de boa imprensa.

Em São Paulo, de onde saem muitas publicações para o restante do país, diversos eclesiásticos apresentaram sutis objeções a algumas afirmativas de Rohden. Com a morte, em 17 de outubro de 1942, do Cardeal Leme, firmou-se oposição agora clara e pública.
Carta Circular dos Bispos de São Paulo, com a assinatura principal do Arcebispo Dom José Fonseca, de 26 de novembro de 1942, condena os livros de Pe. Huberto Rohden.

No ano seguinte, Dom João Becker, Arcebispo de Porto Alegre, também publica Ato da Cúria, que os condena. Como empreendimento, a Cruzada da Boa Imprensa estava mortalmente atingida. As principais obras em questão eram PAULO DE TARSO e AGOSTINHO. De fato, algumas afirmações davam ocasião de serem interpretadas mais como protestantes do que católicas. Ele, de fato, relativizava a Igreja como instituição, criticando o eclesiasticismo e o clericalismo, tão fortes no catolicismo do período. Nada, porém, que não fosse possível de ser compreendido num diálogo inteligente.

Pe. Rohden, atingido tão fortemente em sua integridade intelectual e cristã, sentiu o baque. Retirou-se, de 1943 a 1945, num sítio do Estado do Rio de Janeiro. Decidiu abandonar o ministério sacerdotal em 1943. Entrega sua carta de desistência do uso das ordens eclesiásticas em janeiro de 1945, ao arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, colega de estudo e de ordenação.

Deixa a Igreja católica e o Cristianismo como religião revelada. Profundas mágoas marcaram para sempre essa decisão. Da parte da Igreja, faltou também a compreensão frente ao sofrimento desse zeloso padre e, por que não?, faltou valorizá-lo. O apostolado católico ficou mais pobre. Suas obras, continuamente reeditadas, provam o quanto de bom a Igreja deixou escapar, motivada por um dogmatismo não bem fundamentado e, particularmente, pela inveja clerical. Da parte do Cardeal Dom Jaime Câmara, seu conterrâneo catarinense e colega de estudos e ordenação, não houve um olhar que não fosse o dogmático, frio, sem uma análise mais profunda de sua obra e obras.

Nos Estados Unidos

Tendo clareza de mudança de vida e de convicções, de 1945 a1946 solicitou e recebeu Bolsa de estudos para Pesquisas Científicas, na Universidade de Princeton, New Jersey (Estados Unidos), onde conheceu Albert Einstein. Ali lançou os alicerces para o movimento de âmbito mundial da Filosofia Univérsica, tomando por base do pensamento e da vida humana a constituição do próprio Universo, evidenciando a afinidade entre Matemática, Metafísica e Mística.

Rohden conheceu Einstein[1] assim como um fã conhece um ídolo. Sabia o local e horário das caminhadas do Pai da Relatividade no final da tarde em Princeton e, assim como outras pessoas, aproveitava para tentar se aproximar. E isso durante um ano, entre 1945 e 1946. Ele até comenta que “conversar com Einstein seria profanar sua sagrada solidão“, tal era religiosa admiração.

Em 1946, foi convidado pela American University, de Washington, D.C., para reger as cátedras de Filosofia Universal e de Religiões Comparadas, cargo esse que exerceu durante cinco anos.

Durante a Grande Guerra Mundial de 1939-1945 convidado pelo Bureau of Inter-American Affairs, de Washington, para fazer parte do corpo de tradutores das notícias de guerra, do inglês para o português.

Na capital norte-americana, Rohden freqüentou, durante 3 anos, o Golden Lotus Temple, onde foi iniciado em Kiriya Yoga por Sawami Premananda, diretor hindu desse Ashram (mosteiro). Recebeu, ali, forte influência em sua vida espiritual.

Pelo fim de sua permanência lá, Rohden foi convidado para fazer parte do corpo docente da nova Universidade Internacional (International Christian University-ICU) de Metaka, Japão, afim de reger as cátedras de Filosofia Universal e Religiões Comparadas; mas, devido à guerra na Coréia (1950-1953), a Universidade japonesa não foi inaugurada e Rohden regressou ao Brasil. Em São Paulo foi nomeado professor de filosofia na Universidade Mackenzie, cargo do qual não tomou posse. Ele era o típico intelectual “difícil”, pouco disponível a ser questionado.

Contraiu núpcias com uma norte-americana, da qual teve um filho, do qual não se tem notícias. Mais tarde, não querendo permanecer no Brasil, ela retornou com o filho aos Estrados Unidos. Rohden permaneceu celibatário.

Movimento Alvorada

Prof. Huberto Rohden, em 1963

Prof. Huberto Rohden, em 1963

Em 1952, fundou em São Paulo a Instituição Cultural e Beneficente Alvorada, que mantém cursos permanentes, em S. Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia sobre Filosofia Univérsica do Evangelho, e dirige Casas de Retiro Espiritual (Ashrams) em Estados do Brasil. Nos anos seguintes, seus dias se passavam entre a Editora Alvorada, na capital paulista, e nesse Ashram, onde oferecia retiros e cursos de espiritualidade. E se dedicava à criação de abelhas.

Precursor do Espiritualismo Universalista, defendia a harmonia cósmica e a cosmocracia: autogoverno pelas leis éticas universais, conexão do ser humano com a consciência coletiva do universo e florescimento da essência divina do indivíduo, reconhecendo que deve assumir as conseqüências dos atos e buscar a reforma íntima, sem atribuir à autoridade eclesiástica ou religiosa o poder de eliminar os débitos morais do fiel.

Para explicar Deus, Rohden percorre à filosofia e à teologia de várias religiões, nem sempre com objetividade. Leitor inveterado, nos decênios de solidão e reflexão encontrou caminhos que pudessem confirmar algumas teses religiosas. Penso que não podemos comparar crenças, línguas, rituais ou conceitos de diferentes religiões como se significassem a mesma coisa. Fruto desse equívoco é uma espécie de espiritualidade universal e transcultural, com a conclusão que Deus não tem nome ou tem vários nomes. O núcleo das religiões é único: Deus. Mas, como unificar os conceitos da Pessoa divina como Rohden o faz? Sua rica e profunda obra padece desse equívoco, rejeitando a afirmação da existência pessoal de Deus, preferindo a de “Deus é”.

Alguns estudiosos de suas obras sugerem que Rohden escreveu alguns livros tratando de questões que não dominava acuradamente, como matemática, física, química, biologia, e até apicultura, por vezes misturando os temas e invadindo debates complexos como Relatividade versus Física Quântica ou Darwin versus Teilhard de Chardin.
Talvez se possa explicar que faz um “amálgama de ciência, filosofia e esoterismo gnóstico”. Emite comentários científicos sobre entropia, física quântica, relatividade, evolucionismo, conceitos que não conhecia profundamente, por tê-los recebido mais por leitura entusiasmada do que por pesquisa científica. Sua generosa ânsia pela divulgação de suas idéias por conferências, cursos e livros não teria permitido maior profundidade.

Ao encaminhar‑se para um pensamento universalista, – no sentido de uma interpretação religiosa mais mística, mais universalista quanto à revelação e contato com Deus, – haveria de situar‑se numa preferência por Pitágoras, Platão, Plotino, Orígenes, Santo Agostinho, bem como com todos os filósofos de tendência monista, como Giordano Bruno, Espinoza, Bergson, escreve seu melhor comentador e amigo, Evaldo Pauli.

Pe. Huberto Rohden é um escritor sério e profundo, evidente. Pessoalmente diria que seu método é ainda o da Escolástica aprendido nos bancos de estudos dos Jesuítas. Por mais que ele insistisse em negar, nele residia um padre católico, um apologeta que tenta apresentar o Cristianismo como pura filosofia e ética. Deseja superar mesmo o Cristianismo, fixando-se nos Evangelhos.

Um homem e sua obra

Publicou quase 100 livros de Religião, Filosofia e Ciência. Ao longo da vida revisou, atualizou e reescreveu o conjunto de seus escritos, hoje editados pela Fundação Alvorada e por ele condensados em 65 obras.

Importante para conhecê-lo a partir de si mesmo e de seu ponto de vista é sua autobiografia: POR UM IDEAL – o que por ele vivi e sofri em meio século (2 volumes – 1962). É onde transpira seu ressentimento contra a Igreja (em praticamente todos os capítulos). Todas as suas memórias são lembradas sob este enfoque, o que é indicativo de sua permanência em seu coração. Hoje, ele me recorda o teólogo alemão Hans Küng, que não consegue falar de si sem criticar o pontificado romano.

Por ocasião de sua ordenação sacerdotal, em 1920, publicou Mistério de Amornacionalmente apreciado mesmo após ter abandonado a Igreja. Lembro-me da edificação que sentíamos no Seminário de Azambuja quando, durante a Adoração ao Santíssimo, o padre espiritual lia trechos dessa obra, profundamente piedosa e inspiradora. Era conhecida como Centelhas eucarísticas. Isso na década de 60. Rohden, no entanto, não o inclui entre suas obras.

Em 1930 publicou uma tradução sua do Novo Testamento. Posteriormente ele mesmo cita somente a tradução dos Evangelhos, pois as outras partes eram inferiores à tradução, quase simultânea, do Pe. Matos Soares.

Além de publicar obras de inspiração cristã (Jesus Nazareno, Myriam, a Mãe de Jesus, As Bem-aventuranças, etc.), traduziu o Bhagavad Gita e o Tao Te Ching, textos fundamentais do Hinduísmo, inspiração para diversos livros seus.

Em suas obras, Rohden idealiza um Cristo Cósmico muito semelhante ao do Movimento Nova Era. Além disso, e estranhamente, sua obra é divulgada por vários institutos espíritas e de teosofia. Faz distinções entre CREAR (Deus) e CRIAR (criar animais), CRER e TER FÉ, pobres EM ESPÍRITO, pobres PELO ESPÍRITO. Questões mais lingüísticas são transformadas em filosóficas. Ele ama a linguagem simbólica.

O cunho científico de suas obras não oculta o moralismo que sufoca o humanismo: faça isto e não faça isto – prevalece. Huberto Rohden, fundamentalmente, deseja ensinar a viver e a ser feliz. Para ele, o homem não precisa de ninguém: apenas “meditação, autodidatismo e experiência pessoal“. Em outras palavras, por mais que se aprofunde nas ciências, Rohden tem como núcleo a moral, o domínio da vontade, a purificação interior. Nos dias atuais, poderia ser chamado de conferencista de auto-ajuda. Essa centralidade da vontade é perfeitamente compreensível num homem que na juventude estudou filosofia e teologia com os padres jesuítas e depois, como padre, com eles viveu e estudou mais 6 anos. O núcleo de sua formação é jesuítico, e ali encontra sede a vontade. E, não se pode esquecer a herança religiosa de um lar católico do Sul catarinense.

Duas são as obras que marcaram o início público das denúncias contra ele e definem seu abandono da Igreja e, além disso, são suas obras permanentes, que ultrapassam os conflitos religiosos e narram dois homens decisivos na esfera cristã:

PAULO DE TARSO, o maior bandeirante do Evangelho (1939), sua obra principal. Foi acusado de inspirado na obra do jesuíta alemão Urban Holzmeister, o que não lhe diminui o valor. Nela já se percebe a crítica às instituições católicas em favor de um cristianismo essencialmente evangélico.

AGOSTINHO, um drama de humana miséria e divina misericórdia (1939). “Fizeste-nos para ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração até que ache quietação em ti”, escreveu Agostinho em suas “Confissões”. Talvez, ao exarar o livro, o coração de Pe. Rohden já tivesse sido tomado pela angústia da busca da Verdade e do encontro com Deus. É visível o viés protestante. Essa obra, tão bela e religiosa é apresentada em colunas de teologia, filosofia e esoterismo, o que não deixa de ser estranho e revela o mundo diversificado em que se move o autor, ainda padre católico.

Escreve: “E a distinção nítida que faço entre o “catolicismo” e “catolicidade” (ou seja, entre teologia e Evangelho) não é nenhuma invenção minha. A catolicidade cristã remonta ao primeiro século e vem do próprio Cristo ‑ mas o catolicismo romano principia no século quarto e tem raízes no espírito profano de Constantino Magno e seus apaniguados”. É repetição da velha tese protestante que se opõe à Igreja como instituição.

Um olhar final

Analisando as críticas feitas a Pe. Huberto Rohden nota-se a falta de objetividade nelas: ou se está diante de admiradores tomados pelo encantamento, ou por adversários que nada enxergam além de erro e soberba. Penso que o ensaio do Prof. Evaldo Pauli, publicado na Enciclopédia SIMPOZIO (internet) é o melhor pela objetividade, conhecimento pessoal e semelhante experiência de vida.

De certa maneira, Rohden considerava-se superior a muitos outros clérigos, porque acreditava ter descoberto o verdadeiro cristianismo e compreendido a verdade contida no Evangelho. Dessa certeza deriva seu autoritarismo e pouca capacidade para o diálogo. Historicamente isso é constatado em pessoas que passam por uma profunda experiência religiosa, mesmo que a causa dessa experiência tenha sido conflitual. Infelizmente, Huberto Rohden não superou a amarga experiência da “invidia clericalis” perante o sucesso de sua obra na Boa Imprensa. E não foi capaz de aceitar as ponderações de seus amigos, alguns parentes próximos e de idoneidade cristã comprovada. Dizia-se “Ele não escuta ninguém!”.

Apesar disso, Pe. Huberto Rohden não pode ser entendido sem suas raízes católicas e sólida formação jesuítica. Sua contínua preocupação em criticar o Catolicismo e seu anticlericalismo revela e esconde uma alma cristã e católica, forjada em meio às famílias profundamente católicas de São Ludgero. Seu pensamento revela influências de Agostinho e Tomás de Aquino – aos quais critica e cujo pensamento mistura.

Depois de sair da Igreja, talvez por motivo de mágoas, fica nítido o seu anticlericalismo. Por exemplo, em pouco tempo escreve um livro em homenagem a Blaise Pascal, que polemizou com os jesuítas em favor do Jansenismo. É mais provável que a homenagem tenha sido por terem – ele e Pascal – a Igreja Católica como inimigo comum do que uma verdadeira admiração por Pascal.

As fontes diversificadas de seu pensamento, sua liberdade interior permitem interrogações diferentes sobre sua fé e sobre Deus, diferentes, mas para ele não contraditórias. Evaldo Pauli[2] propõe as seguintes hipóteses: teria sido um Deus pessoal, o Deus de Huberto Rohden? Outros amam a Deus como realidade monística, em cujo contexto estaria inserido o próprio mundo, de sorte a haver um mínimo de distinção entre Deus e o mundo, pois, em vez de negarem a Deus, mergulham o mundo na divindade, e tudo se torna divino; seria de acordo com este panenteísmo, que Huberto Rohden adorava a Deus? Alguns amam a Deus como um mistério, pelo qual perguntam sem alcançarem clara resposta, para decidir entre o modo de pensar dualístico ou monístico; teria Huberto Rohden amado a Deus, sem conseguir definir‑se entre dualismo de um Deus pessoal e o monismo panenteísta? Há também os muitos que imaginam erradamente a Deus, porque lhes faltam os conceitos para se ocuparem adequadamente sobre tão grave assunto, todavia o amam; teria Huberto Rohden amado a Deus com falsas idéias?

Huberto Rohden foi, em seu tempo, um dos muitos que amou a Deus, concebendo‑o também à sua maneira. Talvez Rohden não amasse Deus como um Deus pessoal, de todo distinto do mundo. Aproximando muito intimamente a Deus e o mundo, Huberto Rohden tudo via como realidade monística em desdobramento, Deus como oceano no qual estaria inserido o próprio mundo, e que por isso, embora saindo de Deus, retorna a ele, até porque não tem como separar-se dele

As interrogações de Evaldo Pauli podem e devem ser matizadas, pois são de 1993. Desse ano até sua morte, em 2014, Pauli também passou por evolução espiritual e creio que faria outra leitura da fé em Rohden. Um ponto uniu-os: considerar a religião cristã como ética, sem qualquer aceitação de instituições sacras. Foram dois homens de fé, disso temos certeza.

Morte – o fim de um longo caminho

Pe. Huberto Rohden teve a existência agitada por muitas conferências pelo Brasil afora, normalmente freqüentadas por piedosos católicos que gostavam de ouvi-lo e permaneciam católicos. Sua figura, postura e comunicação atraíam. O auditório sentia-se diante de um cristão.

Uma seqüência de viagens, com partida de São Paulo na tarde de 2 de agosto de 1969, levou Huberto Rohden à Palestina, Egito, Índia e Nepal. Participou de estudos e fez conferências, contatando grupos de Yoguis da Índia. Seguiu em 1976 para Portugal, realizando ali, a convite, conferências sobre autoconhecimento e auto-realização. Na oportunidade, fundou em Lisboa um Centro de Auto‑Realização Alvorada, setor daquele do Brasil.

Nos últimos anos levou vida de meditação, contato com a natureza, trabalho na horta, apicultura, revisão de suas obras. Escrevia para seus amigos e parentes (Dom Afonso Niehues, Mons. José Locks, Mons. Huberto Brüning e outros): cartas de um homem sereno e seguro, mas que sentia saudades de um mundo que lhe estava definitivamente distante.

À zero hora do dia 7 de outubro de 1981, após longa internação em uma clínica naturista de S. Paulo, aos 87 anos de vida e 61 de ordenação sacerdotal, o professor Huberto Rohden partiu deste mundo e do convívio de seus amigos e discípulos. Suas ultimas palavras, em estado consciente, foram: “Eu vim para servir a humanidade”.

Seria injustiça negar a fé e espiritualidade desse homem que escreveu essa bela oração: “quero passar o meu céu, aqui na terra, trabalhando por que os homens te conheçam, Senhor, te amem, te sirvam e sejam felizes em ti, como eu sou feliz em ti, meu Senhor e meu Amigo”[3]. E essa profissão de fé: “O que, todavia, sei é o seguinte: que todo homem que teve o seu encontro pessoal com Deus sabe que existe dentro de sua alma um lugar seguro, um baluarte inexpugnável, uma fortaleza indestrutível, para dentro da qual pode a alma refugiar-se em pleno campo de batalha, em pleno furor da tempestade, e viver em profunda paz e serenidade interior. […] De ti é que vim, em ti estou, a ti voltarei – é essa toda a minha filosofia, o meu mundo inteiro”. E conclui com Agostinho: “Fizeste-me para ti, Senhor, e inquieto está o meu coração até que ache quietação em ti” [4].

Em seus escritos, conferências e retiros Huberto Rohden manifesta, sem dúvida, um amor profundo e pessoal por Jesus, razão de sua vida.

Hoje, seus restos mortais repousam no túmulo de seus pais, em São Ludgero.

Pe. José Artulino Besen


Notas:

[1] Alguns admiradores de Rohden escrevem que eram amigos íntimos. Não há fundamento para essa afirmação.

[2] HUBERTO ROHDEN – “UM FILÓSOFO DA RELIGIÃO” – Conferência de EVALDO PAULI no Centenário de nascimento de Rohden..

[3] “Etapas da minha jornada a Deus”, in: Em Comunhão com Deus, Ed. Martin Claret, 2008.

[4] “O baluarte dentro da alma”, in: Em Comunhão com Deus.

  1. #1 por Sérgio Cavalini em 1 de março de 2012 - 16:31

    Padre Besen,

    A Igreja Católica precisa de homens da estatura espiritual de Huberto Rohden. Sua compreensão da mensagem do Cristo ultrapassa as fronteiras do dogmatismo romano e do biblismo protestante, culminando na pureza do Evangelho que nada mais é que mística divina transbordante em ética humana.
    Os livros de auto-ajuda não tem a profundidade dos livros de Rohden. Aqueles visam somente o lucro financeiro; estes querem apenas servirem de seta que indicam a meta suprema: a realização em Deus.
    Saudações em Cristo,

    Sérgio Cavalini

  2. #2 por Vera Lucia Chiara em 4 de março de 2012 - 16:00

    Efetivamente é impossível considerar que as obras de Huberto Rohden, sejam de cunho basicamente de auto-ajuda. O que dizer, por exemplo, de publicações como “Novo Testamento”, “Sabedoria das Prábolas” e “Assim dizia o Mestre”? Fui aluna de Huberto Rohden no RJ, sou seguidora da Alvorada do RJ, sempre assisti com inúmeros amigos suas palestras no Rio e nunca fomos católicos, mas essencialmente Cristãos. Felizmente temos o livre arbítrio e a liberdade de expressão. Que a Paz do Pai esteja conosco!

  3. #3 por AIRTON BARROS em 8 de março de 2012 - 21:40

    Passei no ENEM para cursar FILOSOFIA, que era um sonho antigo, pensando eu que todos professores teriam a mesma visão espiritual do Sr. Rhoden, mas chegando lá só encontrei desilusão, só fui para sala de aula durante 03 dias e desistí do meu curso. Meu Eterno Senhor, quanta falta não faz este Espirito de Luz que conheço por Huberto Rhoden.
    Neste momento, aqui e com lágrimas nos olhos, te agradeço eternamente Rhoden, pois sem suas setas não teria encontrado o Caminho para o Meu Deus, o Nosso Deus.

  4. #4 por Marcio da Costa em 11 de abril de 2012 - 09:19

    Bela e respeitosa relativização da figura de Huberto Rohden que, para alguns, um guru precursor da Nova Era; para outros, um ressentido e radical “ex”-padre.De qualquer modo, sua trajetória nos convida à permanente reflexão sobre o impacto da experiência mística em nossas vidas. Desde suas vivências nos “Exercícios Esperituais de Sto. Inácio”, passando pelo seu contato com a Kryia Yoga de Babaji, Yukteswar e Yogananda, através de sua admiração pelo controverso Paul Brunton e sua tradução do ocultista Mouni Sadhu bem como sua confusa interpretação da Logoterapia de Viktor Frankl, vemos o percurso de alguém que honesta e sinceramente procurou reinterpretar a vida e os vivos à luz de seus insights. O Todo é maior que a soma das partes e Rohden é também uma parte do Todo… só uma parte.
    Marcio da Costa, RJ.

  5. #5 por espiritualismouniversalista em 21 de maio de 2012 - 11:55

    Padre Besen,

    Meu único contato com este grande educador, ocorreram através de livros e áudios que consegui na internet, e pouco importam sua vida eclesiásticas, pois realmente o mais importante foi o legado deixado por ele, quisera a igreja católica tivesse mais homens como Rohden, pois o anacronismo de suas palavras ainda revelam a soberba de suas infelizes palavras ora camufladas. Ainda levará tempo para que o grosso da humanidade reconheça seus ensinamentos.

  6. #6 por Damiao Acioli em 21 de maio de 2012 - 20:11

    Padre Besen,

    Fui um assiduo frequentador do movimento evangélico e através de um professor de Teologia conheci as obras do Rohden, confesso que por mais que tento critica-las, não encontro incoerencia e faltas.Quando procuramos Humanidade ali a encontramos, quando procuramos misticidade (que tranborda em eticidade) ali também a encontramos. Logo considero valida toda a disposição do Prof Rohden em criticar esse cristianismo falido, que de fato nada tem a ver com Cristicidade.
    Uma Pena que não tive a oportunidade de conhece-lo. Mas a sua obra completa estara pra sempre comigo, até o tumulo.
    Att
    Acioli

  7. #7 por Gilson Pereira de Melo em 18 de junho de 2012 - 04:37

    Meu mestre, professor a 31 anos. Conheci quando me perguntava sobre o significado real e correto dos escritos Bíblicos, pois [ com todo respeito ao Padre Besen ] o que apresentava os padres e pastores era algo sem seriedade, sem bom senso.. O que o Professor Rohden ensinou-me era algo que intuía e através de seus livros a intuição fluiu para o intelecto, Quando movimento Evangélicos e Católicos professarem ensinamentos no rumo que Huberto Rohden lançou uma seta, então milhões de pessoas vão parar de não fazerem nada com ensinamentos religiosos e outros milhões que não querem nem ouvir falar de religião vão querer conhecer.
    Sobre sua postagem da Vida e Obra do Profº Rohden achei respeitosa por lembrar dele e incorreta porque não vejo nele um ex-padre recalcado, ao contrário, muito feliz pelo rumo que tomou.

    Gilson Pereira de Melo – São Paulo – SP

  8. #8 por Jorge Daros - Criciúma - SC em 20 de julho de 2012 - 19:50

    Quando era menino, só ouvir a palavra Huberto Rohden, gerava calafrios, tal a ojeriza que causava em muitos padres da nossa igreja. Mais tarde, quando li suas obras, vi tratar-se de um sábio e um santo que a igreja católica, a minha igreja, perdeu por causa de um dogmatismo atrasado, soberba e invidia clericalis. Claro que na mesma igreja há muitos santos…

    • #9 por Gilson Pereira de Melo em 27 de julho de 2012 - 16:20

      Jorge Daros, você me fez voltar a uns 30 anos atrás, quando um amigo de trabalho observou que tem que ter “coragem” para buscar as verdades da Vida, as eternas verdade. Essas que nós classificamos estar dentro da filosofia, da religião. Ele falou com um peso nas suas palavras, no seu semblante, que me fez indagar: “Porque?”. Ele respondeu que era porque a maioria das pessoas religiosas, com tendencia de buscar respostas via religião, filosofia, tinham medo da punição Divina, de errarem o caminho da busca e assim serem punidos .
      Passados 30 anos perscrutando o que ele disse tanto dentro de mim quanto fora, era e é verdade. Milhões de pessoas tem medo de Deus. Certamente nós indagamos: ” que absurdo meu Deus”.

  9. #10 por Pe. José Artulino Besen em 22 de julho de 2012 - 21:29

    Jorge,
    é muito bom conhecermos as pessoas depois de tempo passado, quando vencemos os preconceitos e podemos partilhar das riquezas de uma vida. Podemos não concordar com tudo, mas devemos sempre estar disponíveis para receber riquezas das quais nem suspeitávamos a existência.

  10. #11 por Di Sant'Anna em 25 de julho de 2012 - 16:37

    Prezado Pe. José A. Besen.

    Sou estudioso das Ciências da Religião com mestrado nessa área pela PUC/SP e doutorando em Ciências Sociais pela mesma instituição. Há 17 anos estudo a obra de Huberto Rohden e a um ano constituímos em São Paulo o Projeto Nova Alvorada, que tem por finalidade o estudo sistemático e comunitário de algumas obras desse grande pensador brasileiro. O sr. poderá ter acesso à nossa programação trienal: http://disantanna.blogspot.com.br/2012/06/o-ciclo-do-nazareno-projeto-nova.html

    Há uns dois anos passados, estive pessoalmente com um ministro leigo na residência do bispo emérito D. Angélico Sândalo Bernardino e antes disso deixei na celebração comemorativa do jubileu de D. Paulo Evaristo, uma carta onde pedia que ele ou a Igreja assinasse o imprimatur à obra NOVO TESTAMENTO traduzido do grego do primeiro século por Rohden e que foi a primeira versão em português que D. Paulo teve das Escrituras Sagradas.

    Na oportunidade com D. Angélico, ele se mostrou muito solícito em nos ajudar e também como o sr. teceu elogios à obra de Rohden, mas dizia desconhecer qualquer documento assinado pelos bispos condenando as obras do autor, que antes era tão prestigiado pela Igreja. Acreditava ele, que Rohden havia saído da instituição por querer se casar e não pelos fatos que o sr. confirma acima.

    Desde então estou à procura desses documentos episcopais para dar sequência a nossa petição, para que alguma autoridade eclesiástica assine o imprimatur do Novo Testamento como singela homenagem a um missionário que fora tão dedicado à missão eclesiástica.

    Não é possível que a Igreja mantenha-se em silêncio sobre o caso Rohden depois de tanto tempo, quando suas posições pós Vaticano II seriam tranquilamente aceitas. A Igreja reconheceu Galileo, Darwin e tantos outros com posicionamentos tão mais complexos que o de Rohden. Será que por ser brasileiro ele não é tão relevante para as autoridades eclesiásticas?

    Acho que o sr. é um intelectual comprometido com a verdade e um zeloso sacerdote que não admitiria essa injustiça histórica. Gostaria tão somente de ter acesso aos documentos episcopais para encaminhá-los a D. Angélico, que se colocou à disposição de abrir os canais necessários para que se faça essa reparação simples, mas histórica.

    O sr. poderia nos ajudar? Já estive no arquivo da cúria metropolitana de São Paulo, mas nada foi encontrado. Como o sr. cita tais procedimentos eclesiásticos acima em seu artigo, provavelmente conhece as fontes primárias, senão não ousaria falar sobre isso, considerando que esses fatos foram documentados nos livros autobiográficos de Rohden e essa não poderia ser a fonte mas segura para um sacerdote que sempre irá se apoiar em documentos oficiais da Igreja e não de um alegado herético como foi considerado Huberto Rohden, isso a 70 anos atrás.

    Aguardo com grande expectativa sei contato para somarmos esforços e para que nossa caridade seja eficiente e não só de nobres intenções.

    Di Sant’Anna – oriholos@gmail.com

    • #12 por Pe. José Artulino Besen em 25 de julho de 2012 - 20:38

      Prezado Prof. Di Santana:
      alegro-me por sua iniciativa pela memória de Padre Rohden. Agradeço o endereço do blog.
      Quanto ao tema da publicação do Novo Testamento: tecnicamente não há problema, pois a tradução é de 1930 e não lhe foi retirado o Imprimatur dado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. Os livros anteriores ao conflito permanecem leitura de grande proveito para todos. Eventualmente pode haver direito autoral, posto que as obras são da Fundação Alvorada.
      Lembro apenas que Pe. Rohden achou melhor a tradução de Mattos Soares, que saiu quase ao mesmo tempo e que já está ultrapassada, apesar de reeditada.. Hoje temos traduções melhores.
      Saudações,
      Pe. José

  11. #13 por Dalmo Duque dos Santos em 29 de julho de 2012 - 01:24

    Rohden foi uma espécie de Saulo de Tarso dos jesuítas e da Igreja Católica; matou o homem velho e ressurgiu em Espírito e Verdade vivendo uma experiência que também identificou em outros iniciados, alguns dos quais exaltou com biografias e citações. Suas obras desafiadoras e com grande poder de síntese jamais vão agradar os sectários, pois esta era exatamente a sua missão: romper vínculos e grilhões. Sua teoria e interpretação do fenômeno humano como o Segredo do Corpo Vertical é simplesmente tão bela, magistral, quanto assustadora para as mentes ainda pueris e presas ao dogma e à letra. Pena que atualmente, vivo e portador de sua Mente Maior, ainda não tenha encontrado um médium à altura da sua capacidade filosófica para trazer notícias do mundo espiritual e até mesmo uma explicação ao seu estilo sobre a Reencarnação, coisa que não compreendia muito bem racionalmente quando encarnado, mas que intuitivamente sabia se tratar de uma lei cósmica. Nesse aspecto Rohden recuava do avanço dado por Paulo e ficava na posição estacionária e conservadora de Nicodemos. Foi, talvez, a última batalha da luta entre o velho e o novo Rohden. Quem será que venceu?

    • #14 por Gilson Pereira de Melo em 3 de agosto de 2012 - 02:21

      Ao amigo virtual Dalmo Duque dos Santos, gostaria de lhe apresentar um livro escrito por uma médium que achei ao acaso, que para minha observação se não é autêntico, verdadeiro, é no minimo uma expressão de respeito e amor ao Rohden. Não vou citar o nome do livro e autora aqui por não correr o risco de ser desairoso ao Padre José Besen, que abriu esse espaço em homenagem ao Rohden. Aguardo seu contato.

    • #15 por Noélia Rodrigues em 9 de novembro de 2012 - 22:42

      Caro Dalmo
      Faço minhas as suas palavras, se me permitir.
      As obras de Rohden são fantásticas ,ressalto uma que considero magistral “DEUS”.

  12. #16 por Dalmo Duque dos Santos em 12 de agosto de 2012 - 18:19

    Sim Gilson , acolho com alegria a sua sugestão e agradeço o envio da informação.

    Fraternalmente
    Dalmo

  13. #17 por Brandão em 10 de setembro de 2012 - 23:26

    Pe. José Besen, parabéns pela iniciativa. conhecí Hodhen através do seu livro ‘sabedoria das parábolas e mística da Beatitudes, e confesso:jamais ví tão profunda reflexão acerca dos evangelhos.fiquei fascinado. a obra desse tão bem-feitor homem de Deus deve ser conhecido pelo maior número de pessoas possível. muito obrigado!

  14. #18 por Vanderley Eugênio de Faria em 12 de setembro de 2012 - 23:06

    Huberto Rohden, depois que conheci seus primeiros escritos, não sou o mais o mesmo, deixei ser evadido por essas idéias e hoje o que sou, sou o sentido evolutivo de mim mesmo e não posso mais parar, a ambição de encontrar o novo é uma sequencia interminável, e, quanto mais leio e ouço H. Rohden, novos horizontes me abrem, mais, o importante é que hoje: Inteligência e Intuição, faz caminhos super diferentes. Shalom.

  15. #19 por Vinícius Salum em 1 de novembro de 2012 - 18:08

    Conheci Huberto Rohden por acaso. Gosto dos livretos da Editora Martin Claret (coleção “A obra prima de cada autor”): pequenos no tamanho, grandiosos em conteúdo. Descobri que Huberto Rohden é o autor mais publicado nesta coleção. Jamais ouvira falar neste autor, mas, curioso por suas inúmeras obras publicadas pela Martin Claret, comprei a trilogia que compõe a obra “Filosofia Universal – o drama milenar do homem em busca da verdade integral”. Li e debrucei-me sobre esta obra, que me deixou perplexo diante de sua profundidade. Também fiquei estupefato perante a minha ignorância acerca deste grande pensador. Homem à frente do seu e do nosso tempo, o Prof. Huberto Rohden não pode ser ignorado nas cátedras de Filosofia, Teologia, etc. Suas palavras confrontam o Cristianismo histórico em sua patologia congênita e exprimem o Evangelho em sua salutar pureza eterna.

    Grande homem!

    • #20 por Pe. José Artulino Besen em 2 de novembro de 2012 - 07:23

      Vinícius: obrigado por suas observações. Não creio que para apreciar H. Rohden seja necessário confrontá-lo com o Cristianismo histórico em sua “patologia congênita”. Afinal, o que Rohden aprendeu e escreveu, com tanta profundidade, ele o recebeu do Cristianismo e de suas instituições. Não haveria H. Rohden sem sua família católica nem os seminários católicos onde recebeu o dom da fé.

  16. #21 por Claudioney La Porta em 30 de janeiro de 2013 - 06:48

    Parabéns pela apresentação imparcial de H. Rohden. Mesmo nos tempos de hoje, é preciso coragem, de alguém na sua posição, de faze-lo. Não me importo mais com o termo “auto-ajuda”, pois aquele que se auto ilumina, também pode, perfeitamente se “auto-ajudar”. Não é nenhum demérito. Paz para todos.

    • #22 por José Artulino Besen em 30 de janeiro de 2013 - 14:02

      Claudioney, todas as pessoas a quem Deus criou são luz para nós. Os caminhos escolhidos são diferentes, pois o mesmo Deus, na criatividade do Espírito, oferece-os com muita variedade. Huberto Rohden, tio de um arcebispo e de dois Monsenhores, foi e é um sinal para muitos. Embelezou o jardim da criação.

  17. #23 por SHEILA D'ÁVILA KEPPEL em 11 de fevereiro de 2013 - 01:33

    Pe. José Besen:
    Há uns 20 anos, tive o primeiro contato com a obra do Prof. Rohden, Educação do Homem Integral. A partir daí, não consegui mais parar de ler, reler e tresler outras obras. Afora as contradiçoes conceituais, as quais não teria embasamento suficiente para discuti-las, não posso negar que a forma como ele aborda questões tão profundamente místicas, valendo-se de uma clareza absurdamente lógica, encanta e viabiliza a minha religação com Deus, principalmente, porque não gosto de rituais e não sinto a menor falta de comungar com a crença em dogmas propostos por quaisquer doutrinas religiosas. Meus princípios são católicos, aprendi muito em várias instituições da igreja (como também me decepcionei várias vezes). Entretanto, essencialmente, aprendi o valor do humanismo, da fé… até mesmo o jeito de estabelecer essa fé na minha vida.
    Porém, acontece que, numa certa altura da vida, queria alimento sólido, não mais o leite para os infantes na fé, como já dizia Paulo de Tarso e, esse alimento, descobri nas obras do Prof. Sinceramente, não vejo motivos para discórdias entre as interpretações propostas por Rohden sobre os ensinamentos de Cristo e o que Cristo ensinou. Acho que o eterno problema continua aquele: “muito não pode ser dito a muitos”, mas como saber o que é muito para muitos? Eu prefiro arriscar no que considero melhor, e, assim, obter maior compreensão e, com isso, sentir mais segurança para aumentar a minha fé – não a fé cega, mas aquela que me faz crer que é preciso alimentar a esperança, o sucesso da volta do filho pródigo à casa paterna…
    Parabéns pela iniciativa de reconhecer o Prof. como alguém que mais contribuições ofereceu à humanidade do que possíveis prejuízos tenha causado com a sua existência.
    Além disso, afinal, é preciso estar atento, pois há pessoas no mundo contrabandeando até a fé em nome de Deus, causando gravíssimos males à humanidade, sem o menor escrúpulo. Fico perplexa ao ver que essas mesmas pessoas vão sendo coroadas, história afora,por causa do poder político, financeiro, religioso,, etc,sendo homenageadas e o mundo aplaudindo e afirmando serem justas tais homenagens, porque essas pessoas realizaram “obras” em nome de Deus, não é mesmo?
    Um grande abraço a todos!

    • #24 por José Artulino Besen em 11 de fevereiro de 2013 - 19:34

      Sheila, muito obrigado pela narração sincera e serena de sua experiência religiosa, das respostas que escutou na busca pela verdade da vida. O Evangelho é como um imenso jardim e pomar: há todo tipo de flores e frutos, nele. Ele sempre nos liberta, pois a verdade nos faz livres, diz o Senhor.

    • #25 por Gilson Pereira de Melo em 20 de fevereiro de 2013 - 21:20

      Olá Sheila, temos um grupo de estudos das obras do Rohden, aqui em São Paulo, Sorocaba, etc. Se tiver interesse entre em contato. Um grande abraço.

  18. #26 por José Marcos de Lima em 21 de fevereiro de 2013 - 13:59

    Sou estudante de teologia e amo reflexões como as do Prof. Rohden. Nesse tempo em que várias confissões cristãs apelam para o diálogo ecumênico e religioso, acredito ser importante a leitura das obras desse grande pensador. Parabéns pela postagem e quero dizer que estou iniciando os contatos com as obras de Rohden.

  19. #27 por José Artulino Besen em 21 de fevereiro de 2013 - 17:59

    José Marcos, inicie o conhecimento do Prof. Rohden pelas duas biografias, de Paulo e de Agostinho. São homens que marcaram e orientaram a vida dele. Felizmente, hoje, não guardamos o ranço de desprezar ou rejeitar o que não confere com certas unanimidades. Quando Cristo é o eixo de nossa vida, podemos nos alimentar de muitas fontes.

  20. #28 por Paulo S Oliveira em 23 de abril de 2013 - 08:52

    Paulo Sergio,
    Minha mãe Alice, 83 anos foi aluna do Professor Huberto Rhoden,
    na Federação Espirita do Estado de São Paulo.
    Uma pessoa com enorme conhecimento, ela ainda me conta dele.
    E através dela tive o primeiro contato com sua obra “Tao Te Ching”.
    Desde então nunca mais deixei de ler seus livros, e aprendi que não basta ler, tenho que estudá-los, compreendê-los e viver esses
    ensinamentos.
    Achei também na internet, inúmeras palestras que foram gravadas em São Paulo. O audio não é dos melhores, mais vale muito a pena escutar, para estudar, compreender.
    E para contribuir com a divulgação de suas obras acabei repassando essas palestras a uma loja de sebo, aonde as vezes vou dar uma garimpada.
    Estou lendo agora ” Idolos ou Ideal”.
    Fantástico.

    • #29 por Gilson Pereira de Melo em 17 de maio de 2013 - 16:14

      Boa tarde Paulo S. Oliveira, temos um grupo de estudo da filosofia Rohden, aqui em São Paulo e também em Sorocaba, e certamente gostaríamos de conhecer esses gravações a que se refere. Temos conhecimentos de algumas. Aguardo seu retorno, obrigado, um grande abraço.

  21. #30 por José Artulino Besen em 24 de abril de 2013 - 07:07

    Paulo, obrigado por sua partilha. Não creio que Huberto Rohden fosse espírita, apesar de muitos assim o entenderem. Foi sempre um cristão, apaixonado por Jesus Cristo. Apesar de todas as tempestades que enfrentou e até provocou, manteve-se na fé de seus pais. Uma coisa é Rohden polemista, filósofo, e outra é Rohden na sua sua vida cotidiana de cristão. Ele nos dá o exemplo de um homem que leva a sério a busca pela verdade.

  22. #31 por regina regius em 15 de maio de 2013 - 10:18

    Amo o pensamento, a profundidade, a lógica e a profunda compreensão da existência manifestados em sua obra. Viva Huberto Rodhen na acústica de nosso entendimento. Que cresçamos continuamente, à luz desses irmãos que vão à frente.

  23. #32 por Dalmo Duque dos Santos em 18 de maio de 2013 - 10:07

    A participação de Rohden na Federação Espírita do Estado de São Paulo foi apenas um reflexo da sua mente aberta e livre de sectarismos. Essa mesma característica era compartilha pelo então diretor da FEESP, Edgard Armond, criador do curriculo da Escola de Aprendizes do Evangelho, contemplando todas as expressões filosóficas e religiosas. Rohden não era espírita, nem reencarnacionista. Mas era um livre pensador que transitava traquilamente em qualquer campo do conhecimento.

    • #33 por Gilson Pereira de Melo em 23 de maio de 2013 - 17:38

      Amigo Dalmo Duque e Mario Rajá representou completamente o que é a Obra do filósofo Huberto Rohden, que não é ou foi só uma obra , mas também uma vivência .

  24. #34 por Mario Rajá Michel em 20 de maio de 2013 - 19:54

    Profº Rohden era um mistico no sentido mais amplo da palavra. Buscava a verdade sem se importar com a origem, por isto foi agraciado com a bençao da sabedoria. Não seguia os dogmas , os questionou inclusive. Pessoas assim vem para iluminar a humanidade, não para condiciona-la em dogmas e interpretar escritos e aforismos a bel prazer em interesse próprio. Um Grande mestre sem duvida.

  25. #35 por ana em 17 de janeiro de 2015 - 13:09

    Não conheço bem as obras de Rohden. Apenas, por que “sou” pedagoga li Educação Integral.Todavia, é evidente que o teor espiritual é mais intenso e latente. E sobre isto, não vejo na mensagem nenhuma incoerência com o Evangelho de Jesus Cristo, nem mesmo com o que se prega na Igreja ou na religião cristã, ao menos. Penso, que deveríamos nos ocupar mais de manifestar nossa indignação as coisa que corrompem de verdade o ser humano, tais como o uso indiscriminado da “imprensa” que veicula todo tipo de imagem monstruosa, que incita o mau uso da sexualidade, que regurgita com atitudes desrespeitosa de jovens ao mais velhos, que de maneira subliminar faz apologia às drogas etc… O BEM E FILHOS DA LUZ, AO INVÉS DE COMPETIR DEVEM SE UNIR PARA LUTAR O BOM COMBATE INDEPENDENTE DE SEUS CÓDIGOS RELIGIOSOS E/OU POLÍTICOS.

  26. #36 por Claudio Gilnei Vargas em 25 de abril de 2015 - 15:32

    Querido Pe Jose Bensen. Li várias obras de Rhoden e graças a Deus pude perceber o quanto esse homem foi corajoso ao deixar o catolicismo para ingressar plenamente na verdadeira mensagem do Cristo Cósmico, Universal.
    Estamos muito longe de conhecer o verdadeiro cristianismo, desculpe, mas inclusive o senhor.
    Auto realização, meditação, auto conhecimento, levam sim ao conhecimento do Cristo Interno, do nosso Eu Superior. Reconheço a sua boa vontade, mas lamento o seu desconhecimento, assim como o do Clero, da Igreja Católica. Somos todos irmãos e assim devemos nos amar a todos. Somos livres, inclusive para aceitar algo não tão verdadeiro, como que para através da auto realização entendermos definitivamente que a igreja que Cristo criou foi o Reino de Deus em todas as criaturas humanas. Nenhuma Igreja no sentido institucional, religioso, político, clerical, dogmático, terá o poder de salvar uma alma humana, mas sim a descoberta do Cristo como essência divina da minha alma, e a partir daí através da oração, da meditação e da prática diária de todos os valores morais e crísticos. O Clero apregoa a transformação de fora para dentro, ou alo realização, já o cristianismo puro, jenuíno defende a auto realização, ou seja, de dentro para fora.
    Quero enfatizar aqui as palavras do nosso Mestre maior: O reino de Deus está dentro de vós!
    Um dia creio eu que entenderemos melhor quem foi esse homem verdadeiramente Crístico, genuinamente cristão que foi Humberto Rhoden, porque soube buscar, conhecer, viver e realizar o seu Cristo interno. Roberto Rhoden, para mim um mestre, professor, e também um verdadeiro evangelizador, através de suas obras.
    Obrigado por este espaço. Um abraço a todos!

  27. #37 por Vera Lucia Curtu em 21 de julho de 2015 - 21:00

    Pe Bensen, gostei muito de ler seu texto por sua sinceridade intelectual. Não sei o quanto há de enganos ou distorções de compreensão da realidade na obra de Rodhen mas penso que merece que não seja ignorada e seja sim incluída no “debate”. Na minha experiência, numa certa fase, seus livros foram bem importantes para me manter conectada ao sentido do transcendente. Às vezes penso que talvez seja esse o grande valor de muitos escritos talvez equivocados ou parciais com os quais entrei em contato. Hoje, tentando aprender a teologia católica, estou encantada pela compreensão da mesma que sinto ser, ao mesmo tempo, muito simples, muito complexa e arriscada a muitas reduções e distorções. Parece que apenas “esbarro” por alguns instantes na compreensão mas esses instantes são maravilhosos! Mas se forem verdadeiros não combinam com as lembranças que tenho de Rodhen, de suas ideias tão interessantes. É bom poder olhar para essa questão e pude fazê-lo através desse seu texto. Muito obrigada.

  28. #38 por Vanilda Tenfen Medeiros Vieira em 26 de agosto de 2015 - 20:09

    Pelo que eu sabia, Rohden e Einstein eram vizinhos de porta em Washington, sendo que ambos conversavam em alemão…Quem falou isso para meu esposo foi o professor Evaldo Pauli, o mesmo que levou Rohden para visitar minha casa em Campinas, São José-SC! Também soube que Rohden morreu reconciliado com a Igreja Católica. No lançamento de um dos Livros de Paulo Leonardo Medeiros Vieira, na Livraria e Editora Saraiva, no Shopping Floripa, alguns Padres Jesuítas falaram para meu esposo e para mim. Entre eles estava um Padre de sobrenome Rohden,mas disse não ser parente direto.

  29. #39 por Antenor Dal Bosco em 11 de outubro de 2015 - 21:44

    Antenor Dal Bosco em 11 de outubro de 2015
    Ao procurar na Internet poucas obras que não possuo do professor Rohden deparei-me com o texto do Padre Bensen que é digno de elogios, principalmente vindo de um padre e surpreendi – me com todos os comentários esclarecedores. Tive uma experiência muito forte de Deus a um seis anos atrás que mudou completamente minha vida e a minha visão da espiritualidade. Passei a ler várias obras de teologia e filosofia para poder esclarecer o que eu tinha intuído e que deixou – me muito inquieto. Foram as obras do professor Rohden que mais me esclareceram o que senti, pois a minha experiência levou – me a questionar certas teologias religiosas, inclusive a católica a qual professo. Os livros do professor Rohden me ajudaram muito a interpretar a Bíblia e aumentar a minha adoração ao Cristo, tanto Interno como Histórico. Como gostaria de encontrar pessoas aqui no Rio Grande do Sul para podermos saborear juntos mais as idéias desse grande filósofo e teólogo.

  30. #40 por regina regius em 12 de outubro de 2015 - 10:54

    Meu irmão, a descoberta da verdadeira religiosidade que H. Rhoden nos proporcionou me fascinaram também. Devo-lhe muitos insights que, posso dizer, me “catapultaram” a um entendimento mais profundo (se é que, em matéria de incursão na alma, possamos falar de profundidade, pq esse mergulho é contínuo, maduro) e mais elevado, concedendo-nos o nutriente da “água viva”. Deus o abençoe onde estiver pelo bem que fez à humanidade, ao repartir o pão conosco.
    Não sou filósofa, não sou teóloga, sou espírita e tenho por ele enorme gratidão.

  31. #41 por Antenor Dal Bosco em 10 de novembro de 2015 - 16:05

    Amiga Regina, como Rhoden diz, o finito está sempre a uma distância infinita do infinito, estamos sempre caminhando, a nossa jornada é longa. A transição do horizontal para o vertical não é repentina, realiza – se paulatinamente. A evolução do homem exige que a sua horizontal egoica se mova rumo à vertical do EU cósmico. Ainda bem que a VIDA nos proporciona filósofos como Rhoden para a nossa caminhada. Sucesso na sua jornada.

  32. #42 por Guido Audisio em 15 de abril de 2016 - 12:53

    Descubri a Rohden por casualidad ache 40 años,andava perdido,me salvo’ la vida.Absolutamente todo se lo devo a EL.

  33. #43 por Antenor Dal Bosco em 15 de abril de 2016 - 17:41

    Graças a Deus irmão. Como é bom encontrarmos amigos na mesma jornada.

  34. #44 por Guido Audisio em 18 de abril de 2016 - 10:50

    Es un gran placer. Tambien para mi Antenor encontrarle en el Camino del finite dumbo al infinite!Mi correlation Es audisioguido@gmail.com!Si gusta comunicarse con migo,muito obrigado!Un abrazo!Disculpe los orrores ortograficos del programa!

  35. #45 por Antenor Dal Bosco em 24 de abril de 2016 - 08:09

    Obrigado irmão, entrarei em contato. Abraço.

  36. #46 por Wallace Barbosa Guimarães em 3 de junho de 2016 - 01:14

    Estou nesta caminhada há 35 anos, e reconheço que seria impossível um homem que originou sua vida espiritual alicerçada na prática possa ser um ensaísta como é Augusto Cury. Em assunto o qual mostra muita maturidade. Pouco li sobre suas obras mas vi grande coerência e experiência com o assunto relacionado à Divindade nas obras que conheci. Aracaju, 02 de maio de 2016. Aracaju Sergipe.

  37. #47 por Antenor Dal Bosco em 11 de junho de 2016 - 19:22

    Quando entendermos nossa origem e nosso ser no UM, não questionaremos mais nada!

  38. #48 por Luis Manoel Siqueira em 5 de julho de 2016 - 04:03

    Parabéns pelo belo e intelectualmente honesto artigo!

  39. #49 por Beatriz Laurindo em 30 de setembro de 2016 - 22:44

    Há pouco tempo entrei em contato com a obra de Rohden.
    Sim, é um SER que merece ser resgatado, trazido à luz.
    Para aquele que está em busca de autoconhecimento, autodesenvolvimento e autotransformação tem sido uma fonte inesgotável de questionamentos.
    Mas não só…., pois a indignação e as respostas não estão em um só lugar.
    Como peregrina aprendiz, penso que não podemos beber de uma única fonte, mas transitarmos por diversos “mundos”, para lá adiante encontrarmos nossa melhor definição, nosso EU maior.
    Quanto mais penso que sei, mais quero buscar.
    O momento é propício e tudo vai se interligando, as “energias” superiores vão nos conduzindo para onde precisamos e queremos estar.
    Ao mesmo tempo que entrei em contato com a obra de Rohden, recebi um convite para Cursar a Pós Graduação da Universidade Internacional da Paz – Unipaz e também estou iniciando estudos no caminho Peregrino da Eubiose.
    Posso afirmar que tudo está se encaixando e se interligando, e que assim vamos alcançando os degraus do conhecimento para trabalharmos por uma cultura de paz.
    Conhecimento é poder e o poder Crístico que nos é dado considerando que “eu e o Pai somos um”, que “o Pai está em mim” e “eu estou no Pai”, vai nos chamando a assumir nossa parcela de responsabilidade da construção de mundo melhor para nós e para nossas futuras gerações.
    E Rohden, neste contexto, deixa seu legado, para além de um tempo.

  40. #50 por regina regius em 4 de outubro de 2016 - 12:38

    Huberto Hohden é luz em nossa espiritualidade.

  1. PADRE EVALDO PAULI | Pe. José Artulino Besen

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