PADRE ANTÔNIO GUGLIELMI – UM ESTUDIOSO

Pe. Antônio Pedro Guglielmi

Antônio Pedro Guglielmi, filho de Pedro e Orandina Guglielmi, nasceu em Içara, SC em 27 de setembro de 1927. Fez o primário em apenas um ano. Indo para Azambuja, foi o primeiro da classe ginasial. Sempre manifestou profunda e perspicaz inteligência.

De 1948 a 1955 cursou Filosofia e Teologia na Universidade Gregoriana, em Roma, com todos os estudos custeados por familiares. Seu grande prazer era a Filosofia. Enquanto cursava Teologia na Gregoriana, aproveitava os tempos livres para estudar as línguas bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico. Conhecia 23 línguas entre as antigas e modernas, e falava e escrevia corretamente sete. Em 1951 empenhou-se, a pedido de Dom Joaquim, na aquisição da coleção completa da Revista Civiltà Católica, de 1850-1950, inclusive com os raríssimos Índices de século XIX, que hoje ornam a Biblioteca arquiepiscopal de Florianópolis.

Foi ordenado presbítero em Roma em 08 de dezembro de 1954, com outros 17 companheiros brasileiros.

Vida religiosa

Em 1946 teve o desejo de ser padre jesuíta, no que foi desaconselhado pelo pai. O desejo permanecia ainda em 1954, no momento da Incardinação perpétua. Já ordenado, em 2 de abril de 1955 consultou o canonista Pe. Félix Cappello SJ sobre a passagem para o clero religioso, com resposta positiva.

Em abril do mesmo ano solicitou a Dom Joaquim a permissão de estudar mais um ano em Roma, licença concedida prontamente. Era o desejo de fazer o Curso de Sagrada Escritura no Bíblico. Os Superiores, porém, acharam melhor que ele tivesse algum contato com a vida prática, na Arquidiocese. Conseguiu, então, ao menos um semestre de Introdução à Sagrada Escritura até fevereiro de 1956.

Em 13 de agosto de 1955 escreveu ao Pe. José Danti SJ, manifestando sua madura decisão de ingressar na Província Romana da Companhia de Jesus. Estava apoiado nos pareceres anteriores, especialmente se deveria ressarcir a Arquidiocese, o que não era necessário, pois os estudos foram integralmente pagos pelos familiares. Em 7 de setembro de 1955 escreveu oficialmente a Dom Joaquim comunicando sua decisão amadurecida de ser jesuíta, afirmando que nunca teve vocação para o clero diocesano. Em 12 de setembro, por boca do Vigário Geral, Dom Joaquim responde magoado, acusando-o de oportunista, calculista e, por isso mesmo, dando-lhe todo o consentimento. Pe. Guglielmi volta atrás e em 12 de outubro de 1955, com autorização de Dom Anselmo, bispo da recém criada diocese de Tubarão, Dom Joaquim o incardina na Arquidiocese de Florianópolis, onde pouco residiu: somente em 1956, como professor no Seminário de Azambuja. De 1961 até a morte viveu na arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, sempre incardinado em Florianópolis.

Vida de estudos

Após a breve estadia em Azambuja, retorna a Roma e, de 1956 a 1960, obteve a graduação no Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

De outubro de 1960 a 62 estudou Orientalística bíblica na Universidade de Viena (não obteve o doutorado), se especializando em Arqueologia, Paleantropologia e Paleontologia. Em 1962 participou do Congresso Internacional de Assiriologia em Leiden (Holanda).

De janeiro a agosto de 1963 participou da expedição arqueológica na Mesopotâmia, patrocinada pela Universidade de Berlim. Era o único católico entre oito técnicos alemães protestantes (sobre a 1ª. Expedição, cf. Lenzen, Heinrich J. – XXI. Vorläufiger Bericht… Ausgrabungen in Uruk-Warka. Berlin 1965).

Houve sérias controvérsias a respeito de sua incardinação, pois pertenceria à diocese de Tubarão, com o problema sendo levado à Nunciatura no Rio de Janeiro. A questão foi solucionada em 8 de dezembro de 1962, com a presença de Dom Joaquim e Dom Anselmo em Roma, para o Concílio: foi assinada a incardinação perpétua. Na mesma data Dom Joaquim lhe concede autorização para realizar estudos bíblicos em Paris, residindo na Casa da Companhia de Jesus. Foi estranho que, na mesma data Pe. Guglielmi escreveu um bilhete a Dom Anselmo, declarando estar disposto a incardinar-se em Tubarão. É que Pe Guglielmi tinha um único projeto: estudar. E estaria com o bispo que o permitisse.

No Concílio Vaticano II

Pe. Guglielmi teve a grande oportunidade de viver de perto a experiência única do Concílio que se estendeu de 1962 a 1965. Em 1962, foi Teólogo perito de Dom Joaquim na primeira fase do Concílio do Vaticano II, nomeado por João XXIII. Dom Joaquim participou apenas da primeira sessão e Pe. Guglielmi, em seu nome, fez o pedido para que ele fosse incluído na discussão do esquema DE BEATA MARIA VIRGINE. Secretário particular foi Pe. Paulo Bratti.

Para a segunda Sessão, da qual Dom Joaquim não participou, foi o arcebispo coadjutor Dom Felício César da Cunha Vasconcelos. Dom Afonso Niehues, bispo coadjutor de Lages foi nomeado Procurador de Dom Joaquim (com o pedido de apresentar suas duas teses não apresentadas na primeira Sessão) e Pe. Guglielmi perito do mesmo.

Em 30 de setembro de 1963, no dia seguinte ao início da segunda Sessão, reuniu-se na Domus Mariae, onde se hospedavam os bispos brasileiros, a Comissão Teológica brasileira com mais dois assessores, ambos catarinenses: Frei Guilherme Baraúna OFM, da Academia Mariana Internacional e Pe. Antônio Guglielmi, como especialista no setor bíblico.

Foi eleito pelos bispos brasileiros perito do Episcopado brasileiro, no contexto sendo o único padre diocesano brasileiro. (Dom Joaquim aprova, desde que lhe submetesse os textos para aprovação, como se isso fosse possível!). Causou ótima impressão nos bispos, especialmente por seus conhecimentos bíblicos e de grandes teólogos do tempo. Dom Hélder Câmara o recomendou e aceitou. Dom Hélder, com a ajuda do Pe. Antônio Guglielmi, articularam uma série de conferências com grandes teólogos: Yves Congar, Eduard Schillebexx, Hans Küng, Karl Rahner, Joseph Ratzinger… Essa iniciativa e o fato de quase todos os bispos residirem na Domus Mariae foi uma escola de atualização teológica, com os melhores frutos para o episcopado.

Ao final da Sessão, Pe. Guglielmi retorna ao Rio de Janeiro, onde assume como professor do Seminário. Era forte seu vínculo com o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, que sempre o apoiou.

Pode retornar a Roma para a Terceira Sessão do Concílio, com aprovação do Cardeal Câmara. Em 18 de setembro de 1964, a Secretaria de Estado do Vaticano comunicou, através do Cardeal Amleto Cicognani, que o Papa Paulo VI o incluíra entre os “Peritos do Concílio”. Um meritoso caminho: perito pessoal, perito do episcopado, perito do Concílio.

Era o ano do Áureo Jubileu episcopal de Dom Joaquim, que enviou ao Pe. Guglielmi a mensagem do Papa alusiva à data, para uma eficiente tradução. Pe. Guglielmi pede 10 dias, pois está muito atarefado. Acontece que se passaram 40 dias, e nada. Da Cúria, em 22 de agosto, uma carta insinua que ele não está conseguindo traduzir e sugere que encontre um professor emérito de latim…

O Concílio continuou, tomando um rumo que causou estranheza a diversos bispos, entre eles Dom Joaquim. Durante a 4ª. Sessão, Dom Joaquim escreveu a Pe. Guglielmi censurando suas posições “progressistas”, mas, graças a Deus, nem sempre acatadas, progressismo já notado em suas aulas e programas de Rádio no Rio de Janeiro. Exige que apresente previamente suas posições a Dom Castro Pinto, bispo auxiliar do Rio.

Quando Dom Joaquim começa a ficar assustado com o clima de renovação na Sala Conciliar, escreve a seu Perito que nada fale sem antes apresentar-lhe (ou a um Bispo de confiança) para aprovação: “Teses – somente as que forem aprovadas. Outros trabalhos – os que tiverem passado pela nossa prévia censura” (carta de 21 de outubro de 1963). Isso não era necessário, pois Pe. Guglielmi era perito do Concílio, não do arcebispo.

Dom Joaquim acha que os silêncios do Pe. Guglielmi, não lhe escrevendo, têm como objetivo esconder o que está falando e defendendo. Em carta de 15 de fevereiro de 1964, Mons. Frederico reclama: “esqueceu-se completamente de seu Superior hierárquico. Bandeou-se integralmente para o lado dos srs. Bispos, e o resultado foi o que sabemos”.

A Gaudium et Spes e o final do Concílio

Pe. Antônio Guglielmi foi um dos secretários/peritos da Sub-Comissão SC IX – De vita Política (que integrou a Gaudium et Spes), presidida por László Paskai OFM ((bispo em 1979, primaz da Hungria 1987-1992, Cardeal 1988)) no final de setembro de 1965.

Estando Pe. Gerard Philips, secretário adjunto da Comissão Doutrinal, impossibilitado de apresentar a redação final do esquema, foi relator da redação final do Capítulo IV da 2ª. Parte da Gaudium et Spes, assistido por László Paskai. A escolha deveu-se à sua boa articulação e domínio do latim.

O número 76 foi o que apresentou problemas. Talvez por conta própria, Pe. Guglielmi incluiu a expressão “ensinar a sua doutrina social”. O termo “doutrina social” causava problemas à época, dando a impressão de ser entrar no campo da dogmática. O texto passou (foi cochilo?), mas, depois do Concílio, surgiram críticas. Na primeira tradução portuguesa (Vozes, p. 236) aparece a expressão “ensinar a sua doutrina social”. Na última tradução (Vozes, p. 640), retorna o “ensinar a sua doutrina acerca da sociedade”. (Para quem estiver interessado no problema, cf. Congar, Y.M.-J. L’Église da s le monde de ce temps. Tome II, Col. Unam Sanctam 65b., Les Éditions du Cerf, p. 107, 120, 536-544, quando já se discutiu qual a versão legítima).

Terminara o Concílio, o novo Pentecostes que revolveu velhas seguranças da Igreja. Em 8 de dezembro de 1965 Pe. Guglielmi recebe Carta assinada por 47 bispos brasileiros, inclusive Dom Eugênio Sales, agradecendo-lhe a solicitude em providenciar a vinda à Domus Mariae de muitos Padres conciliares, peritos do Concílio, observadores não católicos e auditores leigos para palestras e conferências sobre temas conciliares.

Em 2 de fevereiro de 1966, o grande exegeta francês Pe. De La Potterie envia ao Pe. Guglielmi uma cópia de seu artigo na Nouvelle Revue Théologique (n. 2, février 1966) sobre a verdade da Santa Escritura, com uma dedicatória à mão: “Ao caríssimo Padre A. Guglielmi recordando quatro anos de estreita colaboração conciliar e de amizade”.

Também do Pe. Henri Cazelles SSS, professor do Instituto Católico de Paris recebeu os parabéns pelo bom trabalho, sério e ponderado no Concílio (10/03/1964).

Professor no Rio e Juiz de Fora

Concílio terminado, retorno ao Brasil, acolhido pelo Cardeal Câmara. Será sempre professor.

De 1964 a 1970 – professor no Seminário Maior do Rio de Janeiro, lecionando Exegese do AT e do NT e História das Religiões.

De 1964 a 1970 – professor de Sagrada Escritura e de Antropologia no Instituto Superior de Pastoral Catequética (ISPAC) e no Instituto de Pastoral (INP) da CNBB. Em 1970 morreu seu padrinho e protetor, o Cardeal Jaime de Barros Câmara.

De 1965 a 1976 – professor da Escola Mater Ecclesiae, do Regional Leste-1 da CNBB, fundada por Dom Jaime em 1964, com o objetivo de formar professores de educação religiosa e leigos atuantes. Lecionava Ciências bíblicas e Antropologia científica.

O objetivo da Escola ficou definido como: formação e aperfeiçoamento de professores de Religião em estabelecimentos de educação de nível médio, sediados na Região Leste-1 da Conferência Nacional dos Bispos.

A Escola ficaria subordinada ao Secretariado Regional, com anuência do Prelado Arquidiocesano de sua sede. Recebia o título de “Mater Ecclesiae” – Mãe da Igreja, em homenagem à Virgem Maria, que com essa designação fora solenemente invocada por Paulo VI, no encerramento da 3ª sessão do Concílio, a 20 de novembro de 1964.

De 1968 a 1975 – professor associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

De 1974 a 1990 – professor adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora, MG, onde aposentou-se em 21 de março de 1990.

Demissões e processo

Surgiram problemas entre Pe. Antônio Guglielmi e o novo Arcebispo do Rio, Dom Eugênio de Araújo Sales. Pe. Guglielmi era entusiasta da ciência bíblica naquilo que tinha de mais moderno. Ele não era convidado para expor a doutrina conciliar, mas para Cursos de Antropologia, arqueologia bíblica, formação do texto bíblico, criação do mundo, origem do homem, pecado original, revelação, etc., temas que despertavam muito as sensibilidades e também passíveis de questionamento. Sua defesa do evolucionismo, agradecimento a Galileu Galilei, Charles Darwin, aos especialistas da astrofísica (cf. JB, 24 de setembro der 1972, 1º Caderno) acabariam por minar seus relacionamentos eclesiais. Somente podia espantar a Entrevista concedida ao Jornal catarinense O ESTADO, 8 de junho de 1973, que sai com a manchete na página 9: “Em um dia qualquer, perdido entre os milênios da História, uma macaca pariu um casal de seres humanos. Isto é absolutamente verdade”.

O Cardeal Sales mostrou-se preocupado com os caminhos pelos quais enveredava Pe. Guglielmi e tomou as decisões que achava pertinentes: em 25 de agosto de 1975 foi dispensado da PUC do Rio. Ingressou na justiça.

Em 1976, o Cardeal Sales o exclui do corpo de professores da Escola Mater Ecclesiae. A antipatia e as diferenças de posição parece que já vinham dos tempos do Concílio, quando andaram se estranhando. Sentindo-se injustiçado, ingressou com ação na justiça. Em 28 de novembro de 1978 a Cúria do RJ comunica a Dom Afonso que Pe. Guglielmi perdeu os processos contra a Arquidiocese e esperava que não recorra à Instância Superior, o efetivamente fez.

Em 19 de maio de 1978 sai Comunicação da Cúria do Rio de Janeiro, dirigida a Dom Afonso, de que Pe. Guglielmi não teve o Uso de Ordens renovado. Em 19 de setembro de 1978, nova carta a Dom Afonso comunicando que Pe. Guglielmi deu entrada a novo processo judicial, agora contra o Vigário Episcopal do Sul, Pe. José Maria de Oliveira Vasconcelos. A situação se deteriora e em 19 de março de 1984 Dom Eugênio comunica a Dom Afonso o Edital publicado na Revista do Clero proibindo-lhe conferências, pregações e suspensão do Uso de Ordens. No dia 28, Dom Afonso responde que não se considera responsável pelo Pe. Guglielmi, pois ele, mesmo sendo incardinado em Florianópolis, nunca aqui exerceu o ministério. E pergunta: “Após 18 anos fora da Diocese, estaria ainda incardinado?”.

O processo (no Recurso, Processo no. 1.012/78) arrastou-se de 1976 a 1988. A Mitra do Rio usou como argumento que a relação padre-bispo nunca é trabalhista e que pelo trabalho o padre recebia um pro labore, não salário. Os advogados do Pe. Guglielmi conseguem provar que a Mitra do Rio tinha características específicas de ente civil. E assim, em 28 de junho de 1988 o STF deu-lhe ganho de causa, tendo como relator o Ministro Néri da Silveira. Foi a primeira vez que o Supremo deu ganho de causa contra a Mitra em mais de 400 anos. Pela decisão, Pe. Guglielmi recebeu cerca de 20 milhões de Cruzados de atrasados. Sua vitória foi notícia na imprensa nacional: VEJA, O DIA, JORNAL DO BRASIL, O GLOBO, Tribuna da Imprensa, JB, 29-06-1988).

O Cardeal Sales renovou-lhe o Uso de Ordens, mas não o readmitiu nas entidades onde lecionava. Muito conhecido, Pe. Guglielmi oferecia cursos e conferências pelo Brasil, para dioceses e entidades laicas, inclusive reunindo pequenos grupos de cristãos que queriam ouvi-lo.

Os últimos dias de um trabalhador incansável

Pe. Guglielmi foi padre de estudos, não foi um padre pastor, ligado à vida sacramental e ao mistério cristão. Um homem entusiasmado pela ciência bíblica e pouco para a teologia bíblica. Viveu uma época em que fervilhavam hipóteses, novos caminhos através de escavações no Oriente bíblico, a evolução deixava de ser pecado, Pe. Teillard de Chardin ia sendo acolhido, com a diferença que Chardin era um místico da ciência.

Lamenta-se que não tenha escrito, apesar de citar genericamente artigos e livros em alemão. Tratado como doutor, era graduado: não teve paciência para o sofrido elaborar de uma tese, pois sua inteligência era extremamente rápida no aprender e achava isso perda de tempo.

Quanto aos escritos e conferências: colaborador de algumas revistas européias de interesse bíblico ou bíblico-orientalístico, como a ORIENTA­LIA do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, a Internationale Zeitschrift für Bibelwissenschaft/Tübingen (Alemanha). Desde agosto de 1962, membro efetivo da “International Organization for the Study of the Old Testament” (na verdade, ele foi citado em publicações, mas não elaborou textos). Em 1964, oficialmente convidado para pronunciar uma conferência so­bre um tema bíblico do Antigo Testamento no Internationaler Kongress für das Studium des Alten Testaments que se realizou em Genebra (o que não aconteceu). Assistiu aos principais Congressos internacionais, realizados na Europa nos últimos anos, de interesse bíblico ou bíblico-orientalísti­co (Leiden, Bonn, etc.). Viagens de estudos, de interesse bíblico e bíblico-orientalístico, ao Egito (Assuã, etc.), na península sinaítica, Monte Sinai, Líbano, Síria, Jordânia, Israel, Iraque, Kuweit, Pérsia, Turquia, Grécia. Isso. de janeiro a junho de 1963, a convite da Deutsche Forschungsgemeinschaf (Sociedade Alemã de Pesquisas), membro de Missão alemã de estudos e pesquisas à Mesopotâmia, relacionadas com o Antigo Testamento e a Orientalística bíblica em geral.

Os “exageros” curriculares são fruto de jornalistas e promotores de Cursos, como afirmar que “nos últimos 12 anos a cada dezembro participava de escavações no Oriente”. Nesse ponto Pe. Guglielmi não tem culpa, mas lamentamos que não tenha tido a paciência de escrever. Poderíamos conhecê-lo muito melhor.

Foi fiel a seu sacerdócio até o fim. Em outubro de 1997 sofreu um AVC que o deixou impossibilitado para o trabalho. Retornando à sua terra natal, aos 72 anos descansou em 12 de junho de 1999 em Vila Nova, Içara.

Pe. José Artulino Besen

  1. #1 por Jorge Daros em 12 de novembro de 2011 - 14:47

    Caro Pe. Artulino, parabéns pela maravilhosa biografia( claro que é um resumo) do Pe. Antônio Guglielmi. Sou um dos fundadores da Academia Criciumense de Filosofia e o Pe. Antônio é o meu patrono – Cadeira n.10. Conheci-o de perto, assisti a suas conferências, acompanhei-o como perito do Concílio. Um sábio e um santo. Um homem muitos anos a frente de seu tempo em questões bíblicas.Memória admirável. A igreja católica deve muito a este seu filho. Porém deixou seu legado fecundo nas linhas e entrelinhas do Concílio Vaticano II. Visitei-o na sua doença e em sua casinha, em extrema pobreza em Vila Nova nos seus últimos dias. Hoje está sepultado em um simples túmulo no cemitério de Vila Nova, Içara, praticamente desconhecido. Também lhe pedia para que escrevesse suas idéias, tinha tanto a deixar para seus pósteros admiradores. Mas em sua humildade não fazia questão disto. Foi um servidor de Deus e da humanidade. Um orgulho para nós, especialmente do sul do estado.
    Um abraço
    Jorge Daros

  2. #2 por marcos rosso em 14 de novembro de 2014 - 19:19

    Era muito inteligente.

  3. #3 por Henrique em 7 de fevereiro de 2015 - 21:10

    Tive a oportunidade de, por algumas vezes, conversar, ouvir e aprender com o Padre Antonio (meu primo segundo) nos últimos anos de sua vida. É realmente uma pena ele não ter escrito suas experiencias, estudos e noções sobre assuntos acerca do conhecimento bíblico. Parabéns pela biografia dele.

  4. #4 por Charles Guglielmi em 17 de setembro de 2016 - 11:36

    Meu tio avô um orgulho na minha família e principalmente pra mim

  5. #5 por Francisco José Fogaça em 15 de dezembro de 2016 - 05:27

    Fui aluno dele em 1969 na PUC do Rio. Que pena que não escreveu. Estava à procura de uma bibliografia sua.

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