Arquivo para categoria Igreja no Brasil

DOM PEDRO CASALDÁLIGA – OS 90 ANOS DE UM PROFETA VIVENTE

Dom Pedro Casaldáliga – força e fragilidade de um profeta

Pedro Casaldáliga, Dom Pedro, nasceu em 16 de fevereiro de 1928 em Bolsareny, Espanha. Ingressou na Congregação dos Claretianos e foi ordenado padre em 1952. Vocação missionária, chegou ao Brasil em julho de 1968, na época mais dura da ditadura militar. Foi ordenado primeiro bispo de São Felix do Araguaia, Mato Grosso, em 23 de outubro de 1971. Seu compromisso cristão com os mais pobres ficou claro em sua primeira carta pastoral: “Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social”.

Adotou como lema para sua atividade pastoral Nada Possuir, Nada Carregar, Nada Pedir, Nada Calar e, sobretudo, Nada Matar.

Em pouco tempo sua figura transcendeu os limites da diocese, pois contribuiu decisivamente na fundação de duas entidades-chave na história da Igreja brasileira: a Comissão de Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), organismos fundamentais na luta em favor da Reforma Agrária e do respeito aos povos indígenas brasileiros. Leia o resto deste post »

Anúncios

Deixe um comentário

BEM-AVENTURADO PADRE JOÃO SCHIAVO

Pe. João Schiavo

Padre João Schiavo – bem-aventurado

É motivo de alegria para a Igreja a proclamação de santos e bem-aventurados. Eles são a elite da comunidade cristã, tendo sido sua vida fiel e radical seguimento de Jesus proposta a todos os cristãos.

No próximo dia 28 de outubro, em Caxias do Sul o Cardeal Angelo Amato representará o papa Francisco na proclamação do Padre João Schiavo como bem-aventurado.

João Schiavo nasceu na Itália, em Sant’Urbano de Montecchio Maggiore, em 8 de julho de 1903. Desde criança desejava ser padre. Quando lhe foi oferecida colocação no serviço público rejeitou-a com firmeza, pois seu caminho era ser padre e ser missionário. Entrou na Congregação dos Josefinos de Murialdo e, em 10 de julho de l927, apenas completados 24 anos, foi ordenado sacerdote.

Leia o resto deste post »

1 comentário

PRIMEIROS MÁRTIRES BRASILEIROS

Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Dia 15 de outubro, na Praça de São Pedro, em Roma, Francisco canonizará o grupo de 30 mártires brasileiros, que foram declarados bem-aventurados por São João Paulo II no ano 2000.  São dois sacerdotes, jovens, pais e mãe de família, crianças e adultos. Foram trucidados e mortos pela fidelidade à fé católica e pela defesa da Eucaristia.

Em 16 de junho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN). O que motivou a chacina? A intolerância calvinista dos invasores que não admitiam a prática da religião católica: isso custou-lhes a própria vida.

A chacina de Cunhaú

O movimento de insurreição contra o domínio holandês já começara em Pernambuco, mas, na capitania do Rio Grande do Norte, tudo parecia normal. Bastou, porém, a presença de uma só pessoa para que o clima se tornasse tenso: Jacó Rabe, um alemão a serviço dos holandeses. Ele chegara a Cunhaú no dia 15 de julho de 1645.

Rabe era um personagem por demais conhecido dos moradores de Cunhaú. Suas passagens por aquelas paragens eram frequentes, sempre acompanhado dos ferozes tapuias, semeando por toda parte ódio e destruição. A simples presença de Rabe e dos tapuias era motivo para suspeitas e temores.

Leia o resto deste post »

,

2 Comentários

MONSENHOR OTÁVIO DE LORENZI

Monsenhor Otávio de Lorenzi

Otávio nasceu em Orleans, Santa Catarina, em 14 de maio de 1931, filho de Antônio de Lorenzi Dinon e Catarina Pilon, numa família de 12 irmãos.

Na década de 1950, os pais se mudaram para a comunidade de Taquaruçu de Cima, Município de Fraiburgo, SC. Com essa migração dos pais, Otávio ingressava na Diocese de Lages, no Planalto catarinense, no novo mundo cultural e religioso do serrano.

Um professor primário despertou nele a vocação sacerdotal e aconselhou-o a ir para o Seminário. E assim, dirigiu-se para o Pré-Seminário de São Ludgero, onde permaneceu em 1946 e 1947. Educado numa família humilde e pobre onde a língua diária era um dialeto italiano, teve dificuldade nos estudos. Em suas primeiras férias trouxe para os pais a grande notícia de que estava estudando a língua portuguesa.

Terminando o curso preliminar, foi encaminhado para o Seminário Menor Metropolitano de Azambuja, em Brusque, onde cursou o Ginásio e o Clássico, dos anos 1948 a 1952. Ao final desse último ano, recebeu a batina. Indo para casa, foi recebido com muita festa e tiros, motivo que foi de orgulho para a pequena comunidade de Taquaruçu de Cima, no município de Fraiburgo.

Leia o resto deste post »

1 comentário

MONSENHOR GREGÓRIO LOCKS

Filho de Germano Locks e de Elizabeth Hobold, nasceu em São Ludgero em 17 de novembro de 1914. Seus avós maternos, Henrique Hobold e Maria Ana Schmoller, e paternos, Bernardo Locks e Elizabeth Frankmüller, eram imigrantes da Westfália que se estabeleceram em Teresópolis e, em busca de melhores terras, migraram para São Ludgero.

Gregório teve 11 irmãos, ele sendo o caçula. Cresceu e foi educado na fé, sob a imagem sacerdotal de Mons. Frederico Tombrock. Seu primeiro banco escolar foi na escola paroquial de São Ludgero, tendo como professoras as Irmãs da Divina Providência que ajudaram a nele despertar a vocação sacerdotal.

Onde estudar, se não havia seminários em Santa Catarina? Os primeiros quatro vocacionados se dirigiram a Pareci Novo, no seminário dos jesuítas: Nicolau Gesing, Bernardo Füchter, Huberto Rohden e José Locks. A cavalo, com os pais, enfrentaram 16 dias entre a ida e a volta. Todos foram ordenados padres. Leia o resto deste post »

1 comentário

OS PROTOMÁRTIRES DO BRASIL – SERÃO CANONIZADOS

Prot – Forte dos Reis Magos, onde se refugiaram os Mártires de Uruaçu

São estes os sentimentos que invadem o nosso coração, ao evocarmos a significativa lembrança da celebração dos 500 Anos da Evangelização do Brasil, que acontece neste ano. Naquele imenso País, não foram poucas as dificuldades de implantação do Evangelho. A presença da Igreja foi-se afirmando lentamente, mediante a obra missionária de várias Ordens e Congregações religiosas e de Sacerdotes do clero diocesano. Os mártires que hoje são beatificados saíram, no fim do século XVII, das comunidades de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte. André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Presbíteros, e 28 Companheiros leigos pertencem a essa geração de mártires que regou o solo pátrio, tornando-o fértil para a geração dos novos cristãos. Eles são as primícias do trabalho missionário, os Protomártires do Brasil. A um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração pelas costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

Hoje, uma vez mais, ressoam aquelas palavras de Cristo, evocadas no Evangelho: “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt 10, 28). O sangue de católicos indefesos, muitos deles anônimos crianças, velhos e famílias inteiras servirá de estímulo para fortalecer a fé das novas gerações de brasileiros, lembrando sobretudo o valor da família como autêntica e insubstituível formadora da fé e geradora de valores morais. (HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II – NA MISSA DE BEATIFICAÇÃO DOS PROTOMÁRTIRES DO BRASIL – Domingo, 5 de Março de 2000).

OS MÁRTIRES DE CUNHAÚ E URUAÇU

Leia o resto deste post »

Deixe um comentário

MONSENHOR ANDREAS WIGGERS

andreas-wiggers

Andreas Wiggers nasceu em Cambará, Bom Retiro, SC em 20 de maio de 1933, numa família de agricultores. Descende dos Wiggers de Münster, Vestfália, que chegaram ao Brasil em 1863 e, posteriormente, foram alocados na Colônia catarinense de Teresópolis, depois dirigindo-se às terras férteis de Bom Retiro, na região serrana catarinense. Era o filho caçula de Guilherme Wiggers com Elizabeth Kauling, numa casa de sete irmãos, incluindo Rodolfo que foi frade franciscano com o nome de Frei Nicolau.

Cresceu numa família radicada no trabalho agrícola e na vivência da fé católica.

Com o desejo, alimentado na família e na paróquia, de ser padre, foi encaminhado ao Seminário Menor de Azambuja, da arquidiocese de Florianópolis e, para os estudos filosóficos e teológicos, a São Leopoldo, com os padres jesuítas. À época, a diocese de Lages não possuía Seminário.

A pedido do bispo diocesano de Lages, Dom Frei Dom Daniel Hostin, OFM, interrompeu os estudos eclesiásticos e por dois anos, em 1954 e 1955, exerceu a função de professor de português e de geografia no recém-fundado Seminário Diocesano, onde foi prefeito da divisão dos maiores. Nos seminários, os alunos eram divididos entre maiores e menores, a depender da idade, com pouquíssima comunicação entre si.

Retomando e concluindo o estudo da teologia, foi ordenado sacerdote por Dom Daniel Hostin na catedral de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages em 10 de dezembro de 1961. Andreas se caracterizava pela piedade, espírito de oração e fez de sua opção pelo ministério sacerdotal uma entrega total e definitiva a Deus e ao serviço na Igreja. Prova disso foi o lema escolhido: “Que minhas mãos sejam uma manjedoura para que Jesus nasça todos os dias”, com profundo sentido eucarístico, pois na Eucaristia a mão do padre é a manjedoura onde brota o Pão da Vida. A celebração da Missa foi um compromisso alegre assumido em todos os dias de sua existência.

Pe. Andreas exerceu o ministério em dois campos: formação de novos padres e trabalho em âmbito diocesano na pastoral, na Cúria e na administração, além de presença constante nos organismos pastorais do Regional Sul-IV da CNBB. Sua seriedade e dedicação tornaram-no merecedor da confiança dos bispos, dos padres e ex-alunos. Sua simplicidade e ausência de ambição pessoal chamavam a atenção de quem com ele conviveu.

Ministério do serviço eclesial

Sua primeira missão foi ser professor e auxiliar na administração do Instituto São João Batista Vianney, nome do Seminário diocesano de Lages, de 1962 a 1964.

Muito estimado, era reconhecido como ótimo professor de matemática. O Professor Ary Martendal, seu ex-aluno, recorda a didática dele em outras disciplinas: “Participar de suas aulas era um alívio, tal a leveza e falta de ameaças, exceção de regra num rígido sistema de estudos demarcado por rigoroso regulamento. Sempre achava formas didáticas mais agradáveis e nos trazia curiosidades. Eu, como piazote criado na roça, escutava embevecido suas explanações ou leituras complementares”. Todos os ex-alunos dele guardam dele a bondade, compreensão e piedade.

Nos anos de 1963 a 1969, exerceu a função de prefeito de disciplina no mesmo Seminário e, em 1970, foi nomeado Reitor. Esse período foi bastante difícil para a Igreja diocesana de Lages, que vivia o forte e inesperado processo de renovação conciliar e, ao mesmo tempo, ressentia-se da diminuição no número de seminaristas, além do sofrimento pela desistência do ministério de bons sacerdotes, jovens, inclusive formadores do Seminário.

Bom na matemática e bom na administração, já em 1964 foi nomeado Ecônomo, função exercida em diversos campos diocesanos e sempre com competência. Não foi marcado pela tentação financeira.

Além do Seminário Menor de Lages, a diocese mantinha um Pré-Seminário em Peritiba, uma espécie de preparatório para o Curso ginasial, e Pe. Andreas foi nomeado seu reitor em 1971, acumulando com a missão de pároco de Santo Isidoro e vigário paroquial de Santa Catarina de Piratuba. Em 1979, o prédio do seminário foi doado ao hospital local.

Novo trabalho, em 1972, como cura da Catedral e coordenador dos Meios de Comunicação da Diocese de Lages e, de agosto de 1973 a janeiro de 1974 vigário substituto de Bom Retiro, sua terra natal.

Não lhe faltaram trabalhos nem disposição para desafios novos, sempre disposto, silencioso e sorridente.

A partir de 1977 seu ministério foi exercido ano serviço diocesano. De 26 de setembro de 1977 a 1981 foi Coordenador de Pastoral da Diocese de Lages. Conservando a função, de setembro a dezembro de 1977 foi também reitor e diretor do Seminário de Lages que, então, vivia forte crise pelos contratempos do novo sistema pedagógico e espiritual na formação dos seminaristas. Ali pode contar com a fraterna colaboração do Pe. Otávio de Lorenzi.

Em 1980, assumiu o delicado encargo de administrador da Mitra Diocesana de Lages e presidente da Ação Social e Beneficente, substituindo Mons. Luís Orth, venerado e inesquecível sacerdote. Ao mesmo tempo, foi encarregado do Arquivo diocesano, salvando e organizando os documentos históricos da diocese, portarias, provisões e o que mais restava. Lages lhe deve esse trabalho competente: não é um grande arquivo, mas possui o que foi possível catalogar.

Vida de oração e serviço

Em todos esses ofícios, afirma Ary Martendal, Pe. Andreas “foi figura humilde, serviçal, postada à sombra de qualquer honra e fama, deixando em todos aqueles que com ele conviveram um conceito unânime de homem pacífico e virtuoso”.

Dom Honorato Piazzera, SCJ, segundo bispo diocesano, quis que a diocese abrigasse um mosteiro de Irmãs contemplativas que tivessem como missão orar pela Diocese. Quando recebeu sinal positivo das Irmãs Clarissas, logo dispôs a doação do terreno na Avenida Papa João XXIII, vizinho ao Seminário e ao Centro de Pastoral. Mons. Luís Orth assumiu a construção do Mosteiro Nazaré, inaugurado em 1977. Nomeado capelão, Pe. Andreas igualmente nutriu um carinho especial pelas Clarissas e muito sofreu quando, em 2011, as Irmãs foram transferidas. Felizmente, três meses depois chegaram sete religiosas de Marília, SP, dando continuidade à vida contemplativa serrana.

Em 25 de março de 2008 faleceu seu irmão, Frei Nicolau Wiggers, OFM que, a pedido pessoal, foi sepultado em Bom Retiro, no distrito de Cambará, sua terra natal. Ele e Mons. Andreas ali tinham celebrado a Missa no dia de Finados de 2007. Frei Nicolau era um frade santo e popular, totalmente dado aos pobres, pedindo para si a pensão para reparti-la entre os necessitados. Um frade feliz, como narra o confrade Frei Pedro Galdino de Oliveira: “Numa passagem rápida por Porto União, conheci o Frei Nicolau, no ano de 1999. Notei que estava muito alegre. Perguntei-lhe: “Frei, o senhor está contente?” “Sim”, respondeu-me. E completou: “Estou cansado de ser feliz!”. Convivendo pouco (quase um ano) com ele em Paty do Alferes, pude constatar que a frase era verdadeira”.

Pe. Andreas também caminhava para o dia final: no dia 26 de abril de 2012, às 12:10h, faleceu no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, de Lages, aos 78 anos.

Seu corpo foi velado na capela do Mosteiro Nazaré, onde no mesmo dia foi celebrada a Eucaristia. No dia 28, às 8:30h, após as Exéquias, foi trasladado para o distrito de Cambará, em Bom Retiro.

Com a presença de multidão de amigos, de muitos sacerdotes e religiosas, às 15h, Dom Oneres Marchiori, terceiro bispo diocesano, grande amigo, com quem por anos trabalhou e agora bispo emérito de Lages, presidiu a Santa Missa com encomendação. Em seguida, foi sepultado junto as seus pais e Frei Nicolau.

Dom Irineu Andreassa, bispo de Lages, estava em Aparecida participando da Assembléia geral da CNBB, razão de não estar presente, mas enviou mensagem de gratidão por sua vida e trabalho, oferecendo esse belo testemunho: “A partida de quem amamos é sempre uma catequese para nós que ficamos. Contemplando a vida do Monsenhor Andreas, conseguimos colher muitos exemplos e virtudes. Cito, entre as tantas:

1) Monsenhor Andreas contribuiu notoriamente com a história de nossa Diocese. Seria difícil descrever a Diocese de Lages sem citar este nosso irmão. Contribuiu com seu ministério, com seu exemplo, sua presença, sua palavra. Como grande benfeitor, possibilitou que a Diocese tivesse muitos meios e espaços que facilitam a evangelização. Formou muitos dos sacerdotes como professor e formador. Acompanhou as atividades e deu a devida assistência à diocese como Vigário Geral.

2) Monsenhor é para nós um modelo de amor. Porque amava a Deus, sabia que seu sofrimento era passageiro. Porque amava ofereceu suas dores aos mais necessitados. Porque nos amava, jamais reclamou de qualquer enfermidade – porque pensava que iria incomodar. Nós, muitas vezes, rezamos juntos na oração das Laudes: “fazei-nos carregar o peso do dia, sem jamais murmurar contra a vossa vontade” e acredito, piamente, que essa oração lhe era muito presente.

3) Monsenhor morreu pobre. Morreu pobre, mas porque teve uma vida pobre. Entregou-se nos braços do Pai sem ter sequer um bem material. Homem de um desprendimento imenso, fez da sua vida um total doar-se. Carregava no coração um desejo: ajudar. Se para ajudar fosse preciso dar o que tinha, ele o fazia com alegria”.

Quem teve a graça de estar com Pe. Andréas percebia que era sempre o mesmo: humilde, afável, sorridente, pronto para servir. A simplicidade extrema lhe ocultava a inteligência, a atitude modesta, as responsabilidades que assumia. Engrandeceu o clero serrano, marcou a vida católica por tantos anos de dedicação integral nos seus 51 anos de ministério, sempre fiel a seu lema: “Que minhas mãos sejam uma manjedoura para que Jesus nasça todos os dias”.

Pe. José Artulino Besen

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: