A ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU

Assunção de Maria aos Céus (Rubens)

A Virgem Maria recebe tem duas celebrações no calendário católico: em 8 de dezembro, a Imaculada Conceição (Maria foi concebida sem pecado no ventre de sua mãe Ana) e, em 15 de agosto, a sua assunção ao céu.

A assunção de Maria significa que, ao terminar sua existência terrena, Maria foi levada ao céu em corpo e alma. Não há sepultura com os restos mortais da Mãe de Jesus: imediatamente após a morte ela foi glorificada. Certamente os Apóstolos que naquele dia estavam em Jerusalém ficaram desolados ao ver morta a Mãe amada do Senhor e que na cruz lhes fora entregue como mãe. Podemos meditar o carinho que os discípulos tinham por essa mulher cheia de graça, de bondade, exemplo de fé total. A tristeza, porém, converteu-se em festa quando viram Maria ser glorificada e ressuscitada.

A morte é conseqüência do pecado e inclui o retorno ao pó donde viemos. Com Maria isso não aconteceu porque ela foi concebida sem pecado e, em toda a sua vida, jamais pecou. Por isso não poderia pagar o preço por algo que não cometera.

Quando o arcanjo Gabriel a visitou para anunciar-lhe que fora escolhida para ser a mãe do Salvador, saudou-a como “cheia de graça”, “bendita entre as mulheres”. Maria era pura graça, pura obediência a Deus, nascera e vivera na total fidelidade à vontade de Deus: “eu sou a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua vontade”, respondeu ela a Gabriel. Maria entregara a Deus sua vontade: a vontade de Deus era a vontade dela.

Por causa dessa sua obediência total e por ter gerado o Salvador do mundo, Maria foi a primeira criatura a receber de seu Filho a vida eterna em plenitude, em corpo e alma.

Nossa esperança é a ressurreição

Ao contemplarmos a glória de Maria, devemos nos encher de alegria: também nós queremos e podemos ser glorificados; basta que declaremos a vontade de Deus como nossa vontade, basta que aceitemos ser tocados pela graça do Espírito Santo, ser lavados pela Água viva que jorra do trono de Deus.

Nosso destino não é a tragédia de uma sepultura onde se diz: aqui descansa fulano de tal. Nosso destino é a Casa de Deus na eternidade, nossa casa paterna. O que Maria recebeu logo após a morte, nós também receberemos se seguirmos o mesmo caminho de fidelidade.

A sociedade consumista nos faz pensar que é impossível haver coisa melhor do que a vida terrena e, deste modo, muitos duvidam da eternidade, julgando que nosso endereço final é a sepultura. Chegamos a duvidar da criatividade de Deus, pensando que a vida eterna não pode ser melhor do que essa vidinha que levamos. Deus nos oferece muito mais: oferece a vida divina, a posse dos bens celestes, a libertação dos desejos, do egoísmo, da angústia.

Não é difícil o caminho de Deus: ele mesmo vai à nossa frente. Basta segui-lo com generosidade, e sabendo que não podemos ir sozinhos: nossos irmãos devem ter nossas mãos para conduzi-los. A fraternidade terrestre é condição para a fraternidade celeste.

Festejemos a assunção da Mãe de Deus. E, com Maria, sigamos o caminho de Jesus, aceitemos sua verdade e teremos sua vida.

Pe. José Artulino Besen

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  1. #1 por josé adelmar em 10 de maio de 2011 - 22:49

    Apesar de tantos odiarem Nossa Senhora eu creio e repudio qualquer dúvida sobre a Assunção de Maria, tenho certeza que sendo a pioneira do que vai acontecer com os fiéis católicos, Deus a honrou lhe dando esse privilégio de ser a primeira a ressucitar em corpo e alma. Ela merecia pois viveu para e em função do Senhor.

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