Madre Paulina, Santidade em Terra Brasileira

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Santa Paulina

«Bem aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus… Bem aventurados os mansos… os que têm fome e sede de justiça… os misericordiosos… os puros de coração… os pacíficos… os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus» (Mt 5,1 10).

«O Brasil precisa de santos, de muitos santos!» Essas incisivas palavras foram pronunciadas pelo Papa João Paulo II, em Florianópolis, no dia 18 de outubro de 1991. Horas antes tinha proclamado Bem-aventurada a Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. O Papa estava afirmando que são os santos os verdadeiros transformadores da sociedade, porque a renovam de dentro para fora. De tal modo sua presença é sal e luz, que o ambiente circundante se impregna de um novo espírito, o da santidade. «Essa santidade se prova no dia a dia, no trabalho em favor dos irmãos, como fruto da união com Deus», continuou o Papa.

Amábile Visentainer, nascida em Vígolo Vattaro, Itália, em 1865, é prova desse amor, desabrochado na pobre comunidade de Nova Trento SC, aonde chegou aos 10 anos de idade, com os pais e mais quatro irmãos. Pobres italianos, em busca de terra e de pão no Brasil.

Com 15 anos de idade, deixa a família, para cuidar de uma cancerosa. Estava acompanhada da amiga Virgínia Nicolodi. Em Amábile, esse amor pelos sofredores iria tomar corpo numa Congregação religiosa: a das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Outras companheiras sentem se atraídas pelo mesmo ideal. A fé cristã irradiava se, a partir delas, em três direções: o cuidado pela igreja, a catequese e a dedicação aos órfãos, doentes e idosos.

Em 1903, Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, seu nome religioso, transferiu se para São Paulo. Queria se consagrar ao atendimento dos filhos dos ex escravos e dos escravos velhos e abandonados. A obra crescia, e tem início o período de provações em sua vida. Por ordem do Arcebispo de São Paulo, foi deposta da direção de sua obra, e mandada para Bragança Paulista, onde trabalhou com os velhos e doentes. A superiora se torna súdita, por obediência e amor.

O mundo era o horizonte de seu olhar: queria ir a qualquer parte do mundo, para difundir a glória de Deus e trabalhar pelo bem do próximo. Sua vida era oração, serviço humilde e cruz. A humilhação não a derrotou. Dizia: «O meu desejo é trabalhar, obedecer e morrer abandonada por todas as criaturas deste mundo, somente lembrada do meu caro Jesus que tanto amo».

Diabética, em 1938 amputou a mão, depois o braço direito e depois, foi perdendo a vista até ficar cega. Em 9 de julho de 1942, dizendo suas últimas palavras, «Seja feita a vontade de Deus», entrava para a eternidade. Uma santa nascia para a vida eterna, após testemunhar, com sua vida, de que é capaz o amor a Deus que se prolonga no amor sem limites aos irmãos mais abandonados. Uma multidão de outras jovens seguia o mesmo ideal de ser sal e luz para o mundo.

Foi canonizada em Roma, na Praça de São Pedro, pelo Papa João Paulo II, em 2001.

— Santa Paulina, rogai por nós!

Sua festa é celebrada em nove de julho.

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