A VERDADEIRA CIÊNCIA CONDUZ A DEUS

«Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores,
e as revelaste aos pequeninos»
(Mt 11,25.)

Está passando a quase secular moda de se declarar «ateu». O Positivismo e o Racionalismo do século passado, ensinando que só existe o que a razão entende e os sentidos tocam, lançou a moda do ateísmo. Universidades que se declaravam santuários da ciência, e onde só se estudava o que dizia respeito à matéria, passam a admitir o estudo daquilo que ultrapassa a razão e os sentidos.

A percentagem da população mundial que acredita em Deus é hoje maior do que em qualquer outro momento Do século XX. Pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, uma das melhores dos Estados Unidos, mostra que a maioria absoluta da população humana crê em Deus.

O orgulho da inteligência humana cede lugar à humildade que faz o homem reconhecer que a realidade vai muito além daquilo que entende ou toca. É o triunfo da verdadeira inteligência.

Certa vez perguntaram a um ateu: «Se Deus não existe, quem fez o mundo?» E o ateu revidou com outra pergunta: «E quem fez Deus?» Foi uma resposta que fugiu da pergunta. Não podemos afirmar que nada existia, e que de um momento para o outro, por puro acaso, nasceu a matéria, que depois deu origem à vida. Alguma coisa sempre existiu, porque do nada não pode vir nada. É necessário que tenha existido um Ser eterno, não criado por ninguém, criador da realidade visível. A este Ser nós chamamos Deus.

O homem que contempla a harmonia do firmamento, a germinação de uma semente, a geração da pessoa humana, se prostra em humilde adoração diante daquele a quem não vê pessoalmente, mas a quem contempla através da beleza da criação.

Os grandes cientistas, como Lineu, Keppler, Copérnico, Newton, Pasteur, creram em Deus. Uma minoria entre os grandes cientistas não crêem. Os medíocres, aqueles que supõem já saber tudo, se gloriam de não ter fé. Vale lembrar a afirmação do grande filósofo inglês, Bacon:

«A pouca filosofia inclina o homem para o ateísmo; mas a grande filosofia traz as mentes de volta para a religião».

Existem homens e mulheres, de coração sincero, que não encontraram a Deus. Não receberam o dom da fé. Mas realizaram a busca sincera de Deus.

Olhando as estrelas, imensas e incontáveis, caminhando pelo espaço em velocidades incríveis, numa viagem que há milhões e milhões de anos mantém o mesmo percurso, sem a mínima alteração, que seria catastrófica; contemplando a perfeição dos átomos, invisíveis, mas formados de diferentes partes, repetindo a mesma harmonia dos astros; admirando o embrião humano, quase invisível, mas que já contém todos os elementos que nove meses depois darão origem à uma bela criança, só nos resta repetir, como o Salmista:

«Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em todo o universo!» (SI 8,1)

E podemos repetir a exclamação do astrônomo Arago:

«Tudo obedece a Deus! São só os homens que lhe resistem!»

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