A REGRA DE OURO DA SABEDORIA

«Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles» (Mt 7,12).

Aquilo que queremos ou não que os outros nos façam, seja o que fazemos ou não para os outros. É a regra de ouro da sabedoria que, no Antigo Testamento, recebe uma formulação negativa: «Não façais aos outros o que não quereis que os outros vos façam» (Tb 4,16); no Novo Testamento, Jesus lhe dá uma formulação positiva, um convite para o agir: «Fazei aos outros o que quereis que os outros vos façam» (Mt 7,12). Colocar nossos desejos como referência para o relacionamento pessoal. Supomos, é claro, uma pessoa normal, porque há gente que gosta de sofrer, e de fazer sofrer!

A aplicação deste princípio multiplicaria a felicidade, e diminuiria, sensivelmente, as tristezas e decepções da vida humana.

Muitas vezes reclamamos de atitudes que outros tomam a nosso respeito e, sintomaticamente, fazemos a mesma coisa com os outros. Alguns ficam desesperados quando falam mal a seu respeito. Mas, passam os dias falando mal dos outros! Quem não gosta da injustiça – e quem é que gosta? – não seja injusto com ninguém. Se quisermos que nosso trabalho nos garanta com fartura o pão cotidiano, usemos da mesma medida para aqueles que trabalham conosco. Muito patrão grita em público que o salário mínimo é uma vergonha, e depois, paga o mesmo salário mínimo para seus empregados… É falta de coerência: nossos discursos precisam ser aplicados primeiramente por nós.

Jesus Cristo foi o exemplo perfeito desta coerência: ensinou-nos a perdoar, e perdoou a quem o condenou e crucificou; ensinou-nos a amar os inimigos, e nunca saiu de sua boca uma palavra de ódio contra seus perseguidores; ensinou-nos a dar a vida pelos amigos, e provou-o aceitando morrer por nós na cruz. Seus ensinamentos foram sempre comprovados por atitudes concretas.

Como não somos muito dados a viver com sabedoria, egoisticamente queremos que todos nos façam felizes, e não movemos uma palha para a felicidade alheia. Há marido cuja vergonha máxima é ser traído pelo esposa; mas, hipocritamente, mantém uma amante. Não quer para si o que faz para a esposa.

O Brasil teve um Presidente cuja bandeira política foi o combate à corrupção; pouco tempo depois foi derrubado por estar totalmente afogado num mar de corrupção. Infelizmente não é caso isolado.

Mas, apliquemos a regra de ouro da sabedoria especialmente na nossa vida pessoal. Queremos fidelidade? Sejamos fiéis. Queremos a verdade? Falemos a verdade. Queremos solidariedade? Sejamos solidários. Queremos compreensão para nossos erros? Sejamos compreensivos. Queremos ter amigos? Busquemos fazer amigos. Ter como regra para nosso relacionamento aquilo que queremos ou não que os outros façam conosco.

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