O MILAGRE ESTÁ EM NÓS

milagre

“Esta geração pede um sinal, mas não lhe será dado outro que o de Jonas” .

(Mt 12, 39)

Desde tempos imemoriais a humanidade foi seduzida pelo fantástico, pelo admirável, pelo milagre. O ser humano gostaria de assistir a feitos miraculosos, participar de acontecimentos sobrenaturais como ver um morto ressuscitando, contemplar o rosto feliz de um cego de nascença enxergando pela primeira vez.

Muitas vezes colocamos Deus contra a parede: se ele atender a determinado pedido, acreditaremos, teremos a certeza de seu amor por nós. Teremos a certeza da presença de Deus, se ele aceitar nosso desafio.

É um desejo humano compreensível, o do milagre, mas que não leva a muita coisa. Disse um sábio: “Para quem tem fé, nenhum milagre é necessário; para quem não tem fé, nenhum milagre é suficiente”.

O povo bíblico é testemunha disso: os judeus mal tinham atravessado o Mar Vermelho a pé enxuto e já reclamavam da comida no deserto, sentindo se enganados por Deus. Tinham comido o maná e as codornizes, e depois adoraram um bezerro de ouro. O milagre não os convenceu do amor de Deus que os estava libertando da escravidão do Egito.

Dos judeus do tempo de Jesus, nem é preciso falar. Se existiu alguém que presenciou sinais miraculosos em abundância, foram eles: cegos enxergaram, paralíticos andaram, leprosos foram limpos, mortos ressuscitaram. Nada disso os impediu de apoiarem a condenação de Jesus Cristo à morte. Pediram sinais, sinais receberam, mas a fé não foi despertada!

Jesus lhes prometeu o milagre decisivo: sua própria ressurreição. Esta aconteceu, e ainda não acreditaram.

Talvez estejamos nos esquecendo de uma coisa fundamental: o maior milagre está ao nosso alcance. O maior milagre possível, Deus permite que nós mesmos realizemos: a nossa transformação pessoal! Há milagre comparável a transformarmos nossos corações egoístas em corações fraternos? Há milagre maior do que perdoarmos de coração a quem nos ofendeu? Transformarmos nossa violência em mansidão, nossa avareza em solidariedade? Desliga nos um pouco de nossos trabalhos domésticos, e nos empenharmos na construção de nossa comunidade?

Peçamos a Deus o grande milagre: de sermos novas criaturas, vivermos na fraternidade, estarmos livres do ódio, da mesquinhez, da inveja, do ciúme…

Mas, agora vem o difícil: este milagre depende de nós. Somente nós podemos realizá lo. A graça já nos foi dada em Cristo. Agora quase tudo depende de nós.

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