SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS

Santa Paulina

Santa Paulina

Chegando o dia de Pentecostes, o Espírito do Senhor veio habitar a comunidade de Jerusalém e nasceu a Igreja, comunidade de santos, porque a vocação dos seguidores de Jesus é a santidade: Sede santos porque Deus é santo.

Dois milênios após, o mesmo Espírito Santo, no dia também de Pentecostes, faz a Igreja declarar ao mundo que Amábile Visintainer é Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Amábile incluiu em seu nome religioso a missão de sua vida: Paulina de Paulo, o missionário das nações; do Coração Agonizante de Jesus, a consagração sua e de sua obra à face agonizante dos pobres, doentes, marginalizados, descendentes de escravos, índios. Nestas faces agonizantes está retratada e vivenciada a Face Agonizante do Senhor.

Os santos são os seres radicais do Cristianismo: este não existe sem aqueles, pois seria reduzido a uma entidade assistencial. A santidade é o impulso fundamental da história do mundo: participando da santidade divina, atraem o fascínio e o poder de Deus nas obras e locais onde atuam. Ninguém resiste a um santo. Sua normalidade é assombrosa, razão pela qual seduzem àqueles que buscam a normalidade humana. Em Cristo, Deus que se fez humano, o santo oferece às pessoas a possibilidade de serem verdadeiramente humanos.

Contemplativos por excelência, os santos são dotados de uma capacidade de atuação prática que, de longe, supera em eficácia toda a ação pastoral organizada.

Deus é admirável nos seus Santos: de crianças faz mártires corajosos; transforma ignorantes em sábios nas palavras da fé; de reis e rainhas faz servidores humildes dos pobres; dá a jovens desarmados do ímpeto da conquista para o bem; despe autoridades religiosas e as faz servidoras nuas de um Cristo crucificado e nu. O santos são admiráveis porque só Deus é admirável.

João Paulo II, a esta altura da vida crucificado com Cristo pelo bem da Igreja e do mundo, teve a intuição e a concretizou, de povoar de santos as comunidades cristãs. Beatificou ou canonizou centenas de mártires, de  crianças, de profissionais liberais, de religiosos e religiosas. Se ele proclamou em Florianópolis que “o Brasil precisa de santos, de muitos santos”, também proclamou que o mundo precisa de santos, toda a Igreja tem necessidade de santos, do mesmo modo que a árvore necessita da linfa vital para permanecer em pé. O Papa reconheceu o beato Frei Galvão. E no dia 19 de maio reconhece Santa Paulina.

A Igreja catarinense, de modo especial, recebe essa grande graça: ter seu chão fertilizado pelo suor, pelas lágrimas e pelo amor de Santa Paulina.

Ela não é mais a fundadora-patrimônio de uma Congregação religiosa: Santa Paulina é oferecida a toda a Igreja e ao mundo como modelo de vida, de consagração, de santidade.

Anúncios

,

%d blogueiros gostam disto: