A CHEGADA DE UM NOVO PASTOR

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ

No próximo dia 27, a arquidiocese de Florianópolis receberá seu 5o bispo e 4o arcebispo na pessoa de Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ. E, na reciprocidade cristã, Dom Murilo receberá para pastorear na fé e na caridade uma igreja diocesana erigida em 1908 por um santo, o Papa Pio X, o humilde camponês que chegou à sede de Pedro e ali permaneceu o que sempre quis ser: catequista. A cada sábado, Pio X ministrava catequese para um grupo de crianças que ele preparava pessoalmente para a Primeira Eucaristia. Pio X foi o papa que mais estimulou a piedade eucarística e defendeu o acesso, à Eucaristia, das crianças assim que completassem a idade da razão, isto é, dos 5 anos em diante.

Dom Murilo receberá um rebanho que sempre foi marcado pela catequese. Basta lembrar o Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã, que ele aprendeu de cor na sua catequese, obra de um pároco tijucano, o Pe. Jacob Huddleston Slater. Escrito no início do século, ainda continua a ser editado e guardado como preciosidade por aqueles que nele beberam os rudimentos da doutrina cristã..

Dom Murilo terá a graça de congregar na unidade da fé a arquidiocese erigida há 75 anos pelo Papa Pio IX, o grande defensor da liberdade cristã e da dignidade humana que, no leito de morte, assinava uma carta encíclica denunciando o totalitarismo nazista alemão, a Mit Brennender Sorge. Arquidiocese cujo primeiro pastor, Dom Joaquim Domingues Beleza de Oliveira, tinha como lema “Aquele que preside com solicitude”, o segundo, Dom Afonso Niehues, “Ide para a vinha do Senhor”, o terceiro, Dom Eusébio Oscar Scheid, SCJ, “Deus é bom”.

Ofereceremos a Dom Murilo um presbitério formado na disciplina e na fidelidade à Igreja pelo Seminário de Azambuja, que agora completou 75 anos. Um presbitério e diacônio que se levam a sério e, principalmente, colaboram com o pastor ao verem amada e respeitada a igreja à qual se consagraram.

Estará disposto a colaborar na evangelização e no testemunho profético um verdadeiro exército de religiosas e religiosos pertencentes às mais diversas congregações e brotado do solo catarinense e arquidiocesano, sempre fértil na entrega ao Senhor.

Dom Murilo presidirá na caridade um povo formado de lavradores, pescadores, migrantes, empobrecidos, estudantes, comerciantes, funcionários públicos, comerciários e operários. Muitos pobres com esperança, pobres sem esperança, uma forte classe média e poucos – mas muito – ricos. Uma multidão com fé católica, um forte grupo migrando do catolicismo para as igrejas evangélicas e uma forte mentalidade secularizada, característica da cidade sede arquidiocesana.

Ao redor de sua residência, Murilo receberá uma messe com 22% freqüentando regularmente a Igreja, 48% nunca e 30% uma vez ou outra. Pouco lugar para o triunfo eclesiástico ou clerical, mas muita terra para sulcar e semear com a Palavra da Vida.

Aos padres reunidos em Retiro espiritual, Dom Murilo assumia como compromisso o programa de João Paulo II na “Novo Millennio Ineunte”: o programa de uma Igreja que busca a santidade, a santidade como novidade cristã, uma pastoral que leve à santidade, à comunhão com Deus. Dom Murilo sabe perfeitamente que os Santos realizam muito mais do que todos os programas e organizações pastorais, pois são tomados por uma força irresistível: o amor.

Ele, como pastor e nós, como rebanho, temos um privilégio e uma bênção: nossa terra arquidiocesana foi regada pelo suor e foi trilhada por uma dessas combatentes do amor: Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

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