ANTONIETA – UM MILAGRE DO AMOR DIVINO

Antonieta aos 6 anos

Antonieta, carinhosamente chamada de Nenolina, teve reconhecidas suas virtudes heróicas em 17 de dezembro de 2007: isso significa que viveu em grau de perfeição as virtudes da fé, esperança e caridade. Um passo importante no caminho de sua canonização. O Papa Bento XVI afirmou, na ocasião, que “Nenolina alcançou o cume da perfeição cristã que todos somos chamados a escalar, percorreu velozmente a estrada que leva a Jesus. Sua existência, tão simples e ao mesmo tempo tão importante, demonstra que a santidade é para todas as idades: para as crianças e os jovens, para os adultos e idosos. Cada estação de nossa existência pode ser boa para decidir amar Jesus e para segui-lo fielmente”.

O Dicionário de Mística, que trata dos grandes mestres da vida espiritual e da santidade cristãs, lhe dedica seis colunas (Santo Antão, fundador da vida contemplativa no deserto do Egito, recebe duas colunas!).

Por sua vida se interessou Mons. Giovanni Montini, que em 1963 foi eleito Papa e escolheu o nome de Paulo VI. Foi estudada pelo famoso psicólogo italiano Agostinho Gemelli. E todos tinham uma só palavra: foi uma santa, dotada de equilíbrio incomum, alcançando a plena maturidade espiritual e humana.

Margarida, sua irmã, agora com 87 anos, vive na mesma casa romana em que morou Antonieta. Declara, lembrando a irmã: “A vida santa e bela de Antonieta é um exemplo de santidade nas coisas pequenas: para mim, ser santa é aceitar dia a dia o que Deus quer e amar todos os demais, também as pessoas que parecem que não amam. Com o amor se podem superar todos os obstáculos”.

E então, quem é essa Antonieta tão especial?

Uma criança. Sim, uma criança que morreu com pouco mais de seis anos de idade. Gostava de brincar, de estudar, era menina travessa nas ruas romanas perto das Basílicas de São João de Latrão e da Santa Cruz. Seu pai era funcionário do Reino italiano. Sua mãe, uma esforçada cristã dedicada às filhas Margarida e Antonieta. Viveu entre 15 de dezembro de 1930 e três de julho de 1937.

Antonieta foi apenas uma criança, morta antes de completar os sete anos. Mas, é considerada mestra de vida espiritual, verdadeira teóloga da Santíssima Trindade, profunda conhecedora da vida divina. Viveu, como poucos santos, o mistério da Cruz, as dores de Jesus no Calvário.

Estudou? Tudo isso a partir dos quatro anos, quando nem havia entrado na escola. Primeiro ditou bilhetes que sua mamãe guardava. Mais tarde, ao saber escrever, os bilhetes enviados a Deus, a Nossa Senhora eram escritos por ela.

Antonieta é um milagre do amor divino que infundiu-lhe a sabedoria cristã quando ela tinha completado quatro anos. Dali em diante, a Sabedoria divina tomou conta dessa pequena e graciosa menina que aceitou fazer companhia a Jesus no Monte Calvário. Primeiro veio o câncer, depois a amputação de uma perninha, em seguida cruel metástase que a fez passar por todas as dores, silenciosamente, com um sorriso nos lábio, nenhuma queixa, nenhum gemido. Feliz por fazer companhia a Jesus no Calvário.

A pequena Nenolina oferecia cada dor pela conversão dos pecadores, pelas missões, pela família, pela Igreja, pelo Papa. Fez-se vítima de expiação.

Quando Antonieta for canonizada, será a mais jovem santa não mártir da Igreja. Uma santa atual, um testemunho para nossos dias.

Seu sagrado corpo está sepultado na Basílica de Santa Cruz, em Roma, perto das relíquias da Paixão de Cristo. Seu corpo também é relíquia de uma paixão por Cristo e pelo mundo.

Apresentando Antonieta para nós, certamente Jesus dirá: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos!” (Mt 11, 25).

Pe. José Artulino Besen

(Se você estiver interessado em conhecer a vida dessa pequena teóloga, publiquei um livrinho pela Editora Missão Jovem – fone 48 3222-9572).

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